Um "blog sujo" desde 2 de setembro de 2009.
Mostrando postagens com marcador Educação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Educação. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Os escravocratas contra Lula

Tradução do artigo Esclavistas contra Lula, de Martín Granovsky, feita pela Thalita Pires




Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Eles podem pronunciar sians po. É mais ou menos assim que se diz sciences politiques. Dizer Sciences Po é o suficiente para se referir ao encaixe perfeito de duas estruturas, a Fundação Nacional de Ciências Políticas na França e o Instituto de Estudos Políticos de Paris.

Não é difícil de pronunciar Sians Po. O difícil é entender, nesta altura do século XXI, como as ideias escravocratas permeiam as mentes das elites sul-americanas.

Esta tarde, o diretor da Sciences Po, Richard Descoings, entregará pela primeira vez o título de Doutor Honoris Causa a um latino-americano: o ex-presidente brasileiro, Luiz Inácio "Lula" da Silva. Descoings discursará, e Lula também, claro.

Para explicar corretamente sua iniciativa, o diretor convocou uma reunião em seu escritório na Rue Saint Guillaume, perto da igreja de Saint Germain des Pres, de onde se podiam ver castanheiros com folhas amareladas. Entrar na cozinha é sempre interessante. Se alguém vai para Paris para participar como palestrante em dois eventos, um sobre a situação política na Argentina e outra no das relações entre Argentina e Brasil, não é mau entrar na cozinha em Sciences Po.

Pensa o mesmo a historiadora Diana Quattrocchi Woisson, que dirige o Observatório de Paris sobre a Argentina contemporânea, é diretora da Instituto das Américas e foi quem teve a idéia de organizar atividades acadêmicas na Argentina e no Brasil, do qual também participou o economista e historiador Mario Rapoport, um dos fundadores do Plano de Phoenix há 10 anos.

Claro que, para ouvir Descoings, haviam sido convidados vários colegas brasileiros. O professor Descoings quis ser agradável e didático. A Sciences Po tem uma cátedra sobre o Mercosul, os estudantes brasileiros vão cada vez mais para a França, Lula não saiu da elite tradicional brasileira, mas atingiu o maior nível de responsabilidade no país e aplicou planos de alta eficácia social.

Um dos meus colegas perguntou não havia problema premiar quem se gaba de nunca ter lido um livro. O professor manteve a calma e olhou espantado. Talvez ele saiba que essa jactância de Lula não consta em atas, embora seja verdade que ele não tenha título universitário. Tanto é verdade que quando ele assumiu o cargo em 1º de janeiro de 2003, levantou o diploma dado aos presidentes do Brasil e disse: "Pena que minha mãe morreu. Ela sempre quis que eu tivesse um diploma e nunca imaginei que o primeiro seria o de presidente da república. " E chorou.

"Por que premiar um presidente que tolerou a corrupção?" foi a pergunta seguinte.

O professor sorriu e disse: "Olhe, a Sciences Po não é a Igreja Católica. Não entra em análises morais nem tira conclusões precipitadas. Deixamos esse e outros assuntos importantes, como a chegada da eletricidade em favelas em todo o Brasil e as políticas sociais, para o julgamento histórico." Ele acrescentou: "Hoje, que país pode medir outro moralmente? Se você quer levar a questão mais longe no tempo, lembre-se que um alto funcionário de outro país teve que renunciar por ter plagiado uma tese de doutorado de um estudante." Ele falou de Karl-Theodor zu Guttenberg, ministro da Defesa alemão até que se soube do plágio. Além disso: "Não desculpamos, não julgamos. Simplesmente não damos lições de moral a outros países."

Outro colega perguntou não havia problema em premiar quem uma vez chamou Muammar Khadafi de irmão. Com desculpas devidas, que foram expressas para o professor e colegas, a impaciência argentina levou a perguntar onde Khadafi tinha comprado suas armas e que país refinava petróleo, bem como o comprava. O professor deve ter ficado grato que a questão não citou, por nome e sobrenome, a França e Itália.

Descoings aproveitou para destacar em Lula "o homem de ação que mudou o curso das coisas" e disse que a concepção de Sciences Po não é o ser humano como "um ou outro", mas como "um e outro", destacando o et, que significa "e" em francês.

Diana Quattrocchi, como uma latino-americana que estudou e se doutorou em Paris após sair de uma prisão na ditadura na Argentina graças à pressão da Anistia Internacional, disse que estava orgulhosa de que a Science Po tenha dado o Honoris Causa a um presidente da região e perguntou quais eram os motivos geopolíticos para isso.

O mundo todo se pergunta", disse Descoings. "E nós temos que ouvir todos. O mundo ainda nem sabe se a Europa vai existir no ano que vem."

Na Science Po, Descoings introduziu incentivos para que alunos presumivelmente em desvantagem pudessem passar no exame. O que é chamado de discriminação positiva ou ação afirmativa, e parece, por exemplo, com a cota exigida na Argentina para que um terço das candidaturas ao legislativo sejam de mulheres.

Outro colega brasileiro perguntou, com ironia, se o Honoris Causa a Lula era um exemplo de ação afirmativa da Science Po.
Parte da elite daqui parece ter saudades de tempos idos
Descoings observou-o cuidadosamente antes de responder. "As elites não são apenas educacionais ou sociais", disse ele. "Aqueles que avaliam os que são melhores são os outros, não aqueles que são iguais. Se não, estaríamos diante de um caso de elitismo social. Lula é um torneiro que se tornou presidente, mas até onde entendo, foi eleito por milhões de brasileiros em eleições democráticas."

Como Cristina Fernández de Kirchner e Dilma Rousseff na Assembléia Geral da ONU, Lula enfatizou que a reforma do FMI e Banco Mundial estão atrasadas. Ele diz que essas agências, como funcionam hoje, "não servem para nada". Os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul) ofereceram ajuda para a Europa. A China sozinha tem o maior nível de reservas no mundo. Em um artigo publicado no El Pais os ex-primeiros-ministros Felipe Gonzalez e Gordon Brown pediram maior autonomia para o FMI. Eles querem que o organismo seja o auditor do G-20. Em outras palavras, eles querem o oposto do que pensam os Brics.

No meio dessa discussão, Lula chegará à França. É conveniente avisá-lo que, antes de receber um Honoris Causa na Sciences Po, ele deveria pedir desculpas para a elite do seu país. Um metalúrgico não pode ser presidente. Se por algum acaso chegou ao Planalto, agora deveria se esconder. No Brasil, a casa-grande das propriedades eram reservadas aos proprietários de terras e escravos. Então, Lula, agora silêncio, por favor.

A casa-grande tem raiva.

O original está aqui.

domingo, 1 de maio de 2011

Técnicas para a maniulação da opinião pública

Extraído do Blog do Luis Nassif



1- A estratégia da diversão

Elemento primordial do controle social, a estratégia da diversão consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, graças a um dilúvio contínuo de distrações e informações insignificantes.

A estratégia da diversão é igualmente indispensável para impedir o público de se interessar pelos conhecimentos essenciais nos domínios da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética.

"Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por assuntos sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar, voltado para a manjedoura com os outros animais" (extraído de "Armas silenciosas para guerras tranquilas").

2- Criar problemas, depois oferecer soluções

Este método também é denominado "problema-reação-solução". Primeiro cria-se um problema, uma "situação" destinada a suscitar uma certa reação do público, a fim de que seja ele próprio a exigir as medidas que se deseja fazê-lo aceitar. Exemplo: deixar desenvolver-se a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público passe a reivindicar leis de segurança em detrimento da liberdade. Ou ainda: criar uma crise econômica para fazer como um mal necessário o recuo dos direitos sociais e desmantelamento dos serviços públicos.

3- A estratégia do alongamento

Para fazer aceitar uma medida inaceitável, basta aplicá-la progressivamente, de forma gradual, ao longo de 10 anos. Foi deste modo que condições sócio-económicas radicalmente novas foram impostas durante os anos 1980 e 1990. Desemprego maciço, precariedade, flexibilidade, deslocalizações, salários que já não asseguram um rendimento decente, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se houvessem sido aplicadas brutalmente.

4- A estratégia do diferimento

Outro modo de fazer aceitar uma decisão impopular é apresentá-la como "dolorosa mas necessária", obtendo o acordo do público no presente para uma aplicação no futuro. É sempre mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro porque a dor não será sofrida de repente. A seguir, porque o público tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhor amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Finalmente, porque isto dá tempo ao público para se habituar à ideia da mudança e aceitá-la com resignação quando chegar o momento.

Exemplo recente: a passagem ao Euro e a perda da soberania monetária e econômica foram aceitas pelos países europeus em 1994-95 para uma aplicação em 2001. Outro exemplo: os acordos multilaterais do FTAA (Free Trade Agreement of the Americas) que os EUA impuseram em 2001 aos países do continente americano ainda reticentes, concedendo uma aplicação diferida para 2005.

5- Dirigir-se ao público como se fossem crianças pequenas

A maior parte da publicidade destinada ao grande público utiliza um discurso, argumentos, personagens e um tom particularmente infantilizadores, como se o espectador fosse uma criança pequena ou um débil mental. Exemplo típico: a campanha da TV francesa pela passagem ao Euro ("os dias euro"). Quanto mais se procura enganar o espectador, mais se adota um tom infantilizante. Por quê?

"Se se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos de idade, então, devido à sugestibilidade, ela terá, com uma certa probabilidade, uma resposta ou uma reação tão destituída de sentido crítico como aquela de uma pessoa de 12 anos". (cf. "Armas silenciosas para guerra tranquilas" )

6- Apelar antes ao emocional do que à reflexão

Apelar ao emocional é uma técnica clássica para curtocircuitar a análise racional e, portanto, o sentido crítico dos indivíduos. Além disso, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para ali implantar ideias, desejos, medos, impulsos ou comportamentos...

7- Manter o público na ignorância e no disparate

Atuar de modo a que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para o seu controle e a sua escravidão.

"A qualidade da educação dada às classes inferiores deve ser da espécie mais pobre, de tal modo que o fosso da ignorância que isola as classes inferiores das classes superiores seja e permaneça incompreensível pelas classes inferiores". (cf. "Armas silenciosas para guerra tranquilas" )

8- Encorajar o público a comprazer-se na mediocridade

Encorajar o público a considerar "natural" o fato de ser idiota, vulgar e inculto...

9- Substituir a revolta pela culpabilidade

Fazer crer ao indivíduo que ele é o único responsável pela sua infelicidade, devido à insuficiência da sua inteligência, das suas capacidades ou dos seus esforços. Assim, ao invés de se revoltar contra o sistema econômico, o indivíduo se auto-desvaloriza e auto-culpabiliza, o que engendra um estado depressivo que tem como um dos efeitos a inibição da ação. E sem ação, não há alteração!...

10- Conhecer os indivíduos melhor do que eles se conhecem a si próprios

No decurso dos últimos 50 anos, os progressos fulgurantes da ciência cavaram um fosso crescente entre os conhecimentos do público e aqueles possuídos e utilizados pelas elites dirigentes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" chegou a um conhecimento avançado do ser humano, tanto física como psicologicamente. O sistema chegou a conhecer melhor o indivíduo médio do que este se conhece a si próprio. Isto significa que na maioria dos casos o sistema detém um maior controle e um maior poder sobre os indivíduos do que os próprios indivíduos.

Fonte: http://perso.wanadoo.fr/metasystems/Manipulations.html
Extraido de: http://resistir.info/varios/manipulacao.html

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Dilema: empregadas domésticas ou estudantes?

Fernando Haddad, esse é o cara.


 
"Por que formar universitários pobres?"

"Editorial do Estadão é sempre peça cômica. Ontem bradavam o "Colapso do ENEM", o exame nacional que agora, com o SISU, se tornou a ponte direta do estudante pobre à universidade. Na Folha, com seus truques de estilo, usaram o mesmo trocadilho que o Boris Casói para acusar de "Inépcia" o INEP, órgão responsável pelo exame; pro Casói, é "Uma verrrrgonha" o anúncio de que seria criado um órgão para cuidar apenas do ENEM, não vendo nisso o reconhecimento de sua importância e provável crescimento ao longo dos próximos anos.

Tenho folheado esses dois jornalões diariamente durante todo o último ano e não me lembro de neles ter lido qualquer análise sobre o significado do ENEM, o que ele representa para a educação no país. Não apenas porque agora, com o SISU, integra a rede universitária federal, que cresceu enormemente nos anos Lula, com a rede pública de ensino médio, dando materialidade ao discurso do excelente Fernando Haddad de que educação tem que ser pensada de forma sistêmica, envolvendo a valorização de todas as idades e todos os atores do processo (alunos e professores; gestores e financiadores; acesso e qualidade). Mas também pela qualidade mesma do sistema de avaliação, que é o maior exame de ensino médio do mundo, com 4 milhões de estudantes avaliados em 1.700 cidades.

Ao contrário, só se veem críticas, e pesadas, à aplicação dos testes ou ao sistema eletrônico de inscrições. O site do SISU ficou lento por três dias (mas o número de servidores foram dobrados e o problema solucionado), os candidatos podiam ver as notas de outros durante vinte minutos (vinte minutos!!!, e o problema foi solucionado), houve erro na prova do ENEM (em 0,25% das provas!!!!) e pedem que o exame inteiro seja refeito. Hoje, com a divulgação da lista de aprovados no SISU, a manchete focava nas 176 vagas (de um total de 83.125!!!!) que não despertaram interesse dos mais de 2 milhões de inscritos.

Tudo parece um grande fracasso quando numa geladeira cheia de Serra Malte o míope investigador só vê as três latinhas de Belco batendo nelas com o nariz. A educação no Brasil está, de fato, e os números mostram isso, encontrando um caminho de crescimento consistente, ampliando e democratizando o acesso e focando em qualidade, com valorização do professor e da infraestrutura.

Fernando Haddad, esse é o cara.

Nada a ver com o que ocorreu mais ou menos uma década atrás, quando o MEC, para turbinar índices de aumento de vagas no ensino superior, tornou-se um balcão de licenciamento de armadilhas universitárias privadas, muitas das quais fecharam as portas pouco depois (por não ter qualidade para cumprir exigências acadêmicas) deixando alunos a ver navios, sem diploma e com um débito considerável pelas mensalidades pagas durante alguns anos.

Tem que melhorar o site do SISU? Sim, mas esse é o menor dos problemas. O engraçado é que os jornalões não percebem que as consecutivas derrotas políticas que colecionam têm a ver, também, com essa incapacidade de enxergar a realidade. Conseguem, no máximo, e a custo de muito ódio, manter fiéis aqueles que só sabem do mundo por meio desses mesmos jornais, sem qualquer contato com a realidade vivida por outras classes sociais, ou em outros lugares do país. Outro dia, na Folha disseram que o Haddad estava "sob observação", pois Dilma teria se reunido com ele para que explicasse os tais problemas do SISU. Uma interpretação no mínimo exótica de um fato totalmente dentro da normalidade, mas que denota o teor das notícias: a virtualidade que gostariam que existisse, não a realidade. Ainda mais lembrando que a Dilma, logo que foi eleita, declarou que concentraria a atenção em saúde e segurança pública, pois a educação, segundo ela, "estava encaminhada".

Mas o mundo não está de todo perdido, ainda existe sinceridade e pureza de coração. O filósofo Luiz Felipe Pondé, em sua coluna na "Ilustrada", declara peremptoriamente: "Para alguns, universidade é coisa de elite e pronto, e só assim realiza bem sua função. Sou um desses.". Aí desfila um discurso confuso, que eu não sei bem o que quer dizer, sobre o fato de que a democratização do ensino vem com o "barateamento do produto", referindo-se às más faculdades privadas, ou "a abertura de universidades às centenas e em quase toda esquina, quase sempre com qualidade duvidosa. 'Universidades a R$ 399,90 por mês'". Não que todas essas instituições tenham deixado de existir, mas não é mais o boom de outros tempos. E, não custa lembrar, o investimento em pesquisa (a elite da universidade, por assim dizer) cresceu mais de dez vezes no governo Lula, com resultados comprovados.

O colunista não leva em conta que o Brasil já dá sinais de que para um desenvolvimento sustentável precisa formar milhares de engenheiros, médicos, etc. etc. Por que não ter médicos e engenheiros (e outros profissionais de nível superior) de "origem humilde"? Desconfio que essa resposta não leremos nem na Folha nem no Estado."

por Maurício Ayer

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Lula .. o cajado e outras coisas

 


O PMDB e os outros aliados podem brigar entre si e contra Dilma, mas Lula é o fiador, quando chega .. bate o cajado .. segundo um vizinho meu ehehehe

Boas notícias .. o Brasil só vai ter mais véi do que novo lá pra depois de 2021 ou 2031.. e já que é assim, vamos pedir pro Helder Moura, "a preço de hoje", como vão ser as eleições de 2022 kkk

A Fifa já divulgou as Copas da Rússsia 2018 e do Catar 2022 ..

Tem razão quem reclamou daquela estrutura no Largo da Gameleira (arte plástica ?? parecem as pedras da Ilha de Páscoa contruída pela Vertical, mas poderia ser qualquer outra contrutora daqui ou de fora ..

Se brincar, é para tirar o Bahamas ..

A vista do mar ali é um convite pra mergulhar .. de carro e tudo.. kkk

Outra boa notícia: o Brasil é eleito o líder da america Latina .. 19% contra 9% dos USA e contra 9% da Venezuela, novamente .. peraí, que assim tá ficando chato .. pode ter certeza !!

Próximas leituras: depois de Governo João Goulart, Moniz, terminar 1808, Laurentino, ir pra 1968, Zuenir, depois .. Che de novo não rsss

Sonhe o impossível !!!

Veja o Miguel Nicolelis .. dê uma googada.. assista a "aula da inquietação", esse é um brasileiro de luxol.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Um depoimento histórico de Lula


Entrevista de Lula ao Canal 7, TV pública da Argentina.
Uma produção difícil de se assistir por aqui.
Mais uma vez, temos que nos informar pelos meios de comunicação estrangeiros para ter uma informação de qualidade.




sexta-feira, 9 de outubro de 2009

SABOTARAM O ENEM


A Polícia Federal só não descobre quem sabotou as provas do Enem se não quiser.

E tudo indica que não quer.
 

O Presidente Lula acha que o roubo das provas do Enem é uma trama ainda não explicada.
Eu tenho certeza que não nunca terá explicação.



A PF vai tentar explicar. Aliás, a PF já disse até que o caso está esclarecido.

A PF preferiu ouvir os peixes miúdos deixando nadar em águas límpidas os grandes tubarões.


Acho um absurdo, um descabimento sem par o Enem ser rodado numa gráfica da Folha.
E não adianta vir com explicações do tipo “o contrato do MEC não era com a Folha” que isso não me convence.




Deveria haver cláusula contratual vedando a impressão das provas do Enem em gráficas do PIG.


Quem sabe as novas provas sejam rodadas no parque gráfico da Globo, por influência do Hélio Costa, ministro da Golobocomunicações.


A Folha luta, como o resto do PIG, sistematicamente, para ferrar o Governo Lula.

E se não ferrou, era merecido que ferrace.


Para que o Ministro da Educação deixe de ser tão ingênuo com o PIG.


Na montagem da farsa da tentativa de venda ao Estadão da prova roubada, a repórter avisa ao MEC e Fernando Haddad exalta o jornal e agradece em entrevista por tê-lo avisado.


Desmoralizar, atrapalhar, constranger, prejudicar, responsabilizar, incriminar e acusar o Governo são expressões que não saem da agenda da mídia de esgoto.


Quem tem ainda um átmo só de inteligência e não bebe desvairadamente da fonte do PIG – não precisa nem ser anti-Lula para isso – sabe que essa história está pra lá de mal contada.


Sabe também que ninguém tem peito para inquirir os verdadeiros responsáveis pelo sabotamento do Enem.


A mídia – o PIG, mesmo! – macumunada com o PSDB e o PFL estão indissoluvelmente metidos nesse episódio.


Lula suspeita de sabotagem política. Eu não suspeito. Eu tenho certeza.


E a PF só não descobre ou por que é incompetente ou negligente ou as duas coisas juntas, e porque há muito tempo deixou de ser republicana.

Nota do Blog: Eu desconfio que possa haver um mandante do crime. Há de se perquirir , investigar com minúcia, essa questão no inquérito policial. 

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Boa notícia: cresce o número de servidores públicos federais



 
O número de funcionários públicos federais aumentou em 57,1 mil de 2003 a 2009, segundo estudo do Ministério do Planejamento divulgado nesta terça-feira.

Nesses seis anos, foram autorizadas 160,7 mil novas vagas, mas, com aposentadorias, falecimentos e outras exclusões, o ingresso líquido ficou em 57,1 mil. Com isso, a administração federal tem 542.843 servidores ativos, o maior número desde 1996.

De acordo com o estudo, o setor com maior aumento líquido no número de servidores ativos foi o de educação, seguido por Justiça e segurança pública, e órgãos como AGU (Advocacia-Geral da União) e Ministério da Fazenda.

Na educação, foram 29,2 mil novos servidores, sendo 14,8 mil professores. "Ressalte-se que o número de vagas nas universidades federais mais que dobrou no período, porém a quantidade de docentes e técnicos administrativos não acompanhou esse crescimento, o que indica ganhos de produtividade", afirma o estudo.

Para Justiça e segurança pública, foram 7,6 mil novos servidores, crescimento de 37% do total de funcionários. A AGU teve um aumento líquido de 7,2 mil servidores no período, sendo 1,1 mil novos procuradores federais e 989 advogados da União.

Nota do Blog:


Mais uma bola dentro do Governo Lula. A imprensa corporativa sempre culpou os servidores públicos por tudo de ruim que acontece no Brasil. Mas o Lula nunca deu ouvidos a essa mentira repetida inúmeras vezes. 

O resultado é isso: o maior número de servidores ativos desde o começo do desgoverno tucano do FHC, 1996. Vejam bem, depois de assumir o trono, FHC começou a desmontar o serviço público. Os servidores ficaram quase oito anos sem aumento nenhum. Nem a inflação era recomposta.


Hoje temos mais servidores porque é necessário. Num país de 200 milhões, ter apenas 500 mil servidores é pouco ainda. E esse número tem que crescer conforme o crescimento do PIB.

Presumo que a população concorda com mais professores, mais serventuários da Justiça, mais policiais, mais advogados e mais fiscais de tributos.


Penso também que a maioria concorda que precisamos de mais médicos , mais enfermeiros e por aí vai... Serviço público de qualidade requer pessoal para tanto.



MLA

domingo, 13 de setembro de 2009

Jovens produzem livro especial para quem não pode ler

A história e as músicas são dos próprios alunos. Do primeiro esboço à obra pronta, foram sete meses de trabalho.
Alunos de uma escola de Londrina, no Paraná, tiveram a idéia de gravar com as próprias vozes um presente para jovens que não conseguem enxergar.

Voz afinada e muita concentração. No estúdio improvisado, coral e narradores entram em cena. Dão voz e vida para o projeto que nasceu numa aula de ciências. A turma da oitava série discutia problemas de visão quando teve a ideia de gravar um audiolivro para jovens cegos.

“Um sonho fazer com que esse jovem, essa criança, esse adolescente seja um modificador da sociedade na qual ele vive”, observa o professor Carlos Henrique Vici.

A história e as músicas são dos próprios alunos. Do primeiro esboço à obra pronta, foram sete meses de trabalho. O resultado: 500 cópias do CD que agora serão doadas para entidades que atendem a deficientes visuais.

No lançamento, autores e convidados lado a lado. Três adolescentes que não enxergam ouviram atentos a história de um esquilo cego, que sofre preconceito na floresta.

“O cego em questão nem sempre é o deficiente. Às vezes, pode ser a pessoa que não está vendo com a alma”, opina um jovem.

Um esforço criativo com mensagem de respeito e tolerância.

“A gente não é diferente deles. Apenas temos a nossa limitação”, diz um adolescente.