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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Reguffe, campeão de votos

Reguffe, o federal proporcionalmente mais votado, defende reforma política.

 Aos 38 anos, quatro disputas eleitorais no currículo — duas delas vitoriosas —, José Antônio Reguffe (PDT) conseguiu o que parecia improvável aos olhos de uma cidade recém-abalada pelo maior escândalo político de sua história: foi eleito o deputado federal proporcionalmente mais bem votado do país carregando a bandeira da ética e da moralidade na política. Reguffe recebeu o Correio em sua casa, no Lago Sul, no fim da tarde de ontem, quando falou sobre sua eleição, os projetos para os próximos quatro anos e sobre o que espera das eleições para o GDF.

A vitória por 266.465 votos, 18,95% do total, teve um impacto avassalador sobre o jornalista e economista. Passadas quase 20 horas do anúncio do resultado, Reguffe estava visivelmente comovido. “Quando tinha 90% das urnas apuradas, comecei a chorar e chorei por quase uma hora e meia. Não tenho palavras para descrever o que senti e o que estou sentindo”, disse.

Até colher a maior conquista de sua carreira política, ele foi derrotado duas vezes nas urnas. A primeira em 1998 e a outra em 2002. No primeiro mandato, conquistado em 2006, adotou uma postura de independência. O fato de se apresentar como oposição não o impediu de votar com o governo em projetos que considerava bons para a população nem que fosse voz solitária na defesa de propostas em que acreditava.

Em quatro anos, aprovou seis projetos de lei de sua autoria. Entre eles, o que torna obrigatória a instalação de estacionamento de bicicletas em locais com grande fluxo de público e o que incentiva a redução do consumo de água por meio de um bônus-desconto de 20% sobre a economia, creditado diretamente na conta de água. Como deputado federal, sua prioridade será promover uma ampla reforma política.

“Reconheceram o mandato que fiz”

"Tanto na eleição para presidente como para governador, considerei os debates extremamente frágeis em termos de propostas"

Como é saber que o senhor foi, proporcionalmente, o deputado federal mais bem votado do país?
Para mim, foi uma emoção muito grande. Penso que foi um reconhecimento da população do Distrito Federal ao mandato que fiz e à luta que tive. Podem criticar o meu mandato por qualquer coisa, mas não podem dizer que eu não tenho cumprido os meus compromissos de campanha. Fiz nele exatamente o que me propus a fazer e isso me orgulha muito. Eu, quando soube, acompanhando a apuração, comecei a chorar e fiquei chorando sem parar por pelo menos uma hora e meia. É uma sensação indescritível, não tenho palavras para descrever o que senti.

O senhor foi eleito com o discurso da ética e da moralidade pública. Há entre seus eleitores quem esperava uma atuação mais combativa. O que essas pessoas podem esperar da sua atuação nos próximos quatro anos?
Essa é uma crítica que não procede. Enfrentei os deputados distritais desde o início em vários temas. No projeto de redução da verba de gabinete, cheguei a votar sozinho. Tive vários embates no plenário sendo minoria em praticamente todos os temas e, em alguns deles, estive sozinho. Se alguém pensa isso (que não fui combativo), deveria assistir à TV Câmara e ver o que foram esses embates.

O fim do voto obrigatório é uma das suas propostas de campanha. De que forma o senhor acha que o voto facultativo vai refletir no processo democrático?
Hoje, muitas pessoas votam sem fazer a reflexão devida que esse gesto merece. O voto obrigatório faz com que o poder econômico deite, role e exerça uma enorme influência sobre a decisão do eleitor. Contrata-se gente à beça e essas pessoas não se sentem compradas, sentem-se trabalhando. Hoje, quando as pessoas votam sem querer, o resultado é o Tiririca. Com o voto facultativo, acredito que não teríamos o Tiririca. Esse é apenas um dos pontos de uma ampla reforma política que defendo.

Quais são os outros pontos dessa reforma?
Proponho o fim da reeleição para cargos do Executivo e apenas uma reeleição para cargos legislativos, a proibição de doações privadas e a instituição do financiamento público de campanhas — não nos moldes do que tramita no Congresso Nacional, porque, se der dinheiro na mão de político, vai ficar pior do que está. Vai ter gente se candidatando só para ganhar dinheiro. Proponho que os tribunais regionais eleitorais e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) façam licitação de gráfica e produtora para panfletos e programas de TV com o mesmo padrão. A pessoa vai ter que ganhar no conteúdo, no gogó.

A eleição para o senhor acabou no último domingo, mas a disputa ao GDF continua indefinida. Qual leitura o senhor faz desse momento político?
Considero lamentável que o nosso sistema jurídico gere a insegurança toda que houve no primeiro turno e permita essas mudanças todas que tiveram. Acho que a Justiça fez com que a nossa eleição fosse um tanto quanto conturbada, bagunçando a cabeça de muitos eleitores. E é claro que espero que Brasília faça a opção por um novo caminho e vote em Agnelo Queiroz.

Nessa nova fase da campanha para o GDF, como o senhor acha que deve ser a estratégia de campanha na reta final de disputa?
Tanto na eleição para presidente como para governador, considerei os debates extremamente frágeis em termos de propostas. Política, para mim, tem que ser propositiva. Quero ver um debate que discuta um projeto de cidade e de país para o futuro.

Entre os eleitos para a Câmara Legislativa, 13 não fizeram parte da última legislatura e oito reconquistaram suas cadeiras, apesar de terem sido citados no inquérito da Operação Caixa de Pandora. Qual leitura o senhor faz desse quadro?
Tenho que respeitar a vontade da população, mesmo quando essa não é a minha.


O número
39,85%
Maior percentual de votos obtidos por Reguffe em uma única zona, a da Asa Sul

Do Correio Braziliense

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Chegou a hora de Reguffe

http://www.blogdapaola.com.br/wp-content/uploads/2009/03/reguffe-252x300.jpg

Há muito tempo acompanho a política de Brasília. Posso garantir que Reguffe representa algo que está muito escasso pelas bandas de lá: ética.
Jovem, inteligente, honesto e amigo fiel. Pelo bem do povo do DF, é preciso que Reguffe seja Governador.



O PDT-DF está mais animado do que nunca com a candidatura do distrital José Antônio Reguffe ao Governo do Distrito Federal. Apesar de Reguffe ter aberto mão da disputa para deixar o partido confortável, o conforto pedetista agora vem exatamente do fato de ter um nome para a chapa majoritária. Desde a última sexta-feira (27), quando a Operação Caixa de Pandora, o partido tem fortalecido a ideia de candidatura própria. No sábado, várias reuniões informais praticamente colocaram a campanha de Reguffe nas ruas.

Dois pontos pesam muito a favor do distrital neste momento. O primeiro é que seu discurso de moralidade e ética, que o elegeu para a Câmara Legislativa como um dos distritais mais votados da Casa, combina perfeitamente com o desejo da população depois de todo esse escândalo envolvendo os poderes do Distrito Federal. O segundo é que, diante da crise governista, a candidatura própria do partido é a saída ideal para agradar pedetistas de todos as correntes.

Nos próximos dias, a legenda deve anunciar o desembarque oficial do GDF. A medida não seria decorrente diretamente da Operação Caixa de Pandora. Segundo pedetistas, a separação seria um processo natural com a candidatura própria, apenas antecipado pela crise.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Começa cobrança para estacionar no Parkshopping

Jovem Deputado Reguffe fiscaliza para que estacionamento do ParkShopping seja pago apenas nas áreas particulares do estabelecimento, e não nas públicas. Bom exemplo do uso do mandato parlamentar.
 




Aerton Guimarães
Noelle Oliveira
Publicação: 28/10/2009 17:12 Atualização: 28/10/2009 20:14
 

No primeiro dia de cobrança no estacionamento do Parkshopping, lojistas e consumidores ficaram indignados. O centro comercial era o único que oferecia vagas gratuitas para os clientes na cidade. Poucas horas após o início do novo sistema, algumas catracas eletrônicas apresentaram problemas, que foram resolvidos logo em seguida. Segundo a assessoria de imprensa do local, a justificativa para a cobrança é a necessidade de pagar os altos investimentos no shopping, entre eles, o Deck Parking, prédio com três andares de estacionamento e cerca de duas mil vagas.

Os deputados Rogério Ulysses (PSB) e Reguffe (PDT) prometeram visitar o shopping no início da tarde desta quarta-feira (28/10) para vistoriar o primeiro dia do novo sistema. Os distritais, contrários à cobrança, querem garantir que o estacionamento seja pago apenas nas áreas particulares do estabelecimento, e não nas públicas. Em sessão no plenário da Casa ontem (27), o anúncio da cobrança das vagas de estacionamento do Parkshopping recebeu críticas de diversos distritais.
Ulysses e Reguffe encaminharam um ofício à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Seduma) e à Terracap pedindo informações sobre o terreno do governo ocupado pelo shopping. Durante a vistoria, os parlamentares também querem averiguar a proporção utilizada pelo estacionamento comercial para calcular a quantidade de vagas gratuitas em relação às pagas.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Reguffe no youtube

 



Finalmente o jovem deputado Reguffe entra na internet. Fazia tempo que eu já tinha sugerido isso a ele. Aguardo ainda que seu perfil no orkut seja atualizado constantemente, assim como a criação de um twitter para manter um contato mais próximo de seus eleitores.


Reguffe faz política de forma correta, sem se aproveitar das benesses do cargo e com visão voltada estritamente para o bem público, por isso é cotejado por todas as correntes para se candidatar a um cargo majoritário.


Veja também o site Reguffe.com.br