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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Um decreto no caminho – Rubens Nóbrega

Cassio Cunha Lima na casa de Roberto Santiago. Foto: PG

Antes de defender essa transação entre o governador Ricardo Coutinho e os donos do Manaíra Shopping e do Atacadão, o ex-governador Cássio Cunha Lima precisa explicar como foi que o terreno do Geisel, que ele desapropriou com finalidade específica, foi parar nas mãos de um particular.

Sim, porque o tal terreno do Geisel, que o atual governo quer receber em troca do terreno da Acadepol, em Mangabeira, foi desapropriado em 2005 pelo então governador Cássio por R$ 2,96 milhões. O dinheiro para pagar a indenização saiu do Fain – Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Industrial da Paraíba.

O decreto de desapropriação, publicado no Diário Oficial do Estado, era muito claro: o imóvel desapropriado destinar-se-ia exclusivamente à construção, pela Cinep – Companhia de Industrialização do Estado da Paraíba, de um parque de exposição permanente da indústria paraibana.
 
Se o bem público aparece agora como pertencente a uma empresa chamada Futura (criada e registrada este ano, não por acaso, lógico) é porque o terreno do Geisel foi vendido ou doado pelo Estado a um particular de uma forma totalmente irregular, ilegal, imoral, inteiramente lesiva aos interesses e cofres públicos.


Aí é preciso ver quem vendeu ou deu o tal terreno, para que se apurem as responsabilidades e se penalize com todo o rigor da lei quem for encontrado em culpa. Porque só tem um jeito – pelo menos do ponto de vista formal – de livrar a cara de quem fez isso: apresentar ao distinto público o decreto ou lei que revogou aquele de 2005 que fixava destinação expressa e inequívoca para um patrimônio público que misteriosamente (ou nem tanto) voltou a ser privado.

Nesse caso, é urgente mesmo saber quem fez o segundo decreto ou a lei, se é que eleela existe. Duvido muito que exista, mas... Ah, e não vale publicar Diário Oficial com data retroativa ao período da pretensa revogação. Essa manobra, de tão manjada e tão praticada em governos pretéritos, será facilmente desmascarada.

O importante, nesse momento, antes de se prosseguir na avaliação do troca-troca, seja no Parlamento ou na Justiça, é garantir ao contribuinte ciência de quem foi ou em que governo – se no de Cássio, de José Maranhão ou de Ricardo – foi revogado o decreto de 2005. Se foi, indiscutivelmente o foi para favorecer o interesse privado em desfavor do público.

Isso é coisa para o Ministério Público da Paraíba investigar, descobrir e mover a devida ação judicial contra o responsável ou contra os responsáveis. Imagino que uma ação por improbidade administrativa cairia bem, sujeitando o sujeito que aprontou essa a uma inelegibilidade de oito anos, além de ressarcimento aos cofres públicos. Pena que não dê cadeia. Tenho dúvidas. Vou consultar, assuntar e depois digo alguma coisa.

Aproveito o espaço para concitar publicamente o MPPB a fazer de ofício o que aqui vai sugerido. Que a Procuradoria Geral de Justiça tenha a presente iniciativa na conta de contribuição movida a espírito público, pura e simplesmente. Faço-o ainda na expectativa de não ser necessário o colunista ou outro cidadão ter que se aluir dos seus afazeres habituais para provocar no bom sentido, por escrito, os defensores das boas causas coletivas.

Abra concorrência, Excelência

Em nome do interesse público, da legalidade, da moralidade e dos princípios da igualdade de oportunidades e da livre concorrência, qualificado leitor desta coluna propôs ontem que o governador Ricardo Coutinho mande fazer e publicar edital de licitação, na modalidade de concorrência, para resolver de forma republicana, verdadeiramente republicana, o imbróglio do troca-troca.

Agindo assim, o governo terá oportunidade de descobrir se há outros interessados, além dos donos do Manaíra Shopping e do Atacadão, na troca do terreno da Acadepol por um outro onde seriam construídas uma academia de polícia, um instituto de polícia científica e uma nova central de polícia, obras somadas a outras vantagens para o Estado que poderiam ser agregadas à proposta de cada concorrente.

Desse modo, quem oferecesse a proposta mais vantajosa poderia construir no terreno da Acadepol um shopping center, instalar uma indústria ou qualquer outro empreendimento de larga geração de empregos diretos. Na proposta deve entrar também o cálculo da geração de tributos que seriam recolhidos aos cofres estaduais, como mais um e relevante parâmetro para definir o vencedor dessa parada.

Troca-troca com o leitor

Troca-troca sim, mas de i-meios, de idéias e propostas pelo bem da Paraíba. É isso o que vou socializar com os leitores, expondo adiante o conteúdo das mensagens que recebi ontem do especialíssimo colaborador a que me referi.

***

Perfeita sua idéia, Rubens: fazer um leilão do terreno (de Mangabeira), partindo das condições oferecidas a Roberto Santiago como condições mínimas. E nem precisa de permuta de terreno, porque os dois pertencem ao Estado mesmo, nem que os ganhadores construam a Acadepol.

Abrir-se-ia uma concorrência pelo terreno de Mangabeira com o preço mínimo estabelecido pela Caixa Econômica e com o dinheiro, pode ter certeza, o governo construiria não apenas uma nova Acadepol como sobraria dinheiro para outras coisas mais, como um novo Trauma no bairro para ele encher todinho com médicos do Rio de Janeiro.

Se a oposição for esperta, adota sua idéia como bandeira e deixa Ricardo num mato sem cachorro. A questão é saber se ela tem coragem - ou disposição, ou interesse, a não ser, o de bater em Ricardo, livrando Roberto Santiago.

Então, que tal começar essa campanha, instando deputados a concordarem com a idéia da concorrência, considerando que com tal procedimento tudo seria mais transparente, republicano e menos lesivo aos cofres públicos, além de também atender aos interesses do “povo de Mangabeira”?

Que tal entrar em contato com o pessoal do Iguatemi ou outro grupo daqueles mencionados ou sugerir a formação de consórcios de empresários paraibanos para entrar nesse negócio da China? Vamos perturbar esse povo para que os negócios não se sobreponham à política, como eles querem. Se um deputado for convencido, ele pode começar a colher assinaturas em apoio ao projeto. O governo perde o discurso de que a ação é para o bem de todos e fica só na defesa dos interesses de RS.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Wilson Filho deixou de comparecer à votação do Código Florestal para participar de escolha da nova miss PB

Do Blog do Lenildo Ferreira

Pouca gente percebeu, mas o imberbe deputado federal peemedebista Wilson Santiago Filho, único paraibano ausente da votação do Código Florestal, encerrada no início da madrugada da última quarta-feira, deixou de comparecer à Câmara porque estava em João Pessoa, participando, na condição de jurado e padrinho, do concurso Miss Paraíba 2011.


Wilson Filho, todo feliz, integrando o corpo de jurados para escolha da miss


Enquanto companheiros de Wilson Filho, como Romero Rodrigues (PSDB) e Benjamin Maranhão (PMDB), comentava, via Twitter, o andamento da votação do Código Florestal, a mais importante do ano na Câmara dos Deputados, Wilson fazia uso do microblog para comentar a beleza das candidatas a miss.

“O que vocês acham? Quem deve ser a Miss Paraíba 2011? Campina, João Pessoa, Conde, Monteiro, Pedras de Fogo ou Cabedelo. Quem vocês acham que deve representar a PB no Miss Brasil? Cultura, beleza e talento no Concurso. Isso é a Paraíba”, registrava o jovem parlamentar, no decorrer do concurso.

No fim, enquanto parabenizava a vencedora, interpelado no Twitter sobre sua ausência no Congresso em uma sessão tão importante, Wilson evitou responder, mas saiu-se com uma argumentação sem pé nem cabeça. “Promover a cultura da Paraíba, a beleza e o talento das paraibanas é um ato muito importante. Que o Brasil veja e entenda que a nossa Paraíba vale muito”, tentou se justificar.

Fizemos, logo em seguida a apresentação do argumento de Wilson Filho, o seguinte questionamento, também via Twitter: “Então, o deputado considera que sua participação no evento Miss Paraíba é mais importante do que ter estado na votação em Brasília? Sobretudo tendo em vista ter sido a votação de hoje uma das mais destacadas do ano?”

Embora sempre interaja via microblog e, com certeza, tenha lido as perguntas, o deputado peemedebista fez que nada viu. Preferiu calar, ante a total impossibilidade de uma resposta minimamente sensata

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Ricardo Coutinho, a esperança de "ssóis" para os paraibanos

Pesquisas apontavam que Zé Maranhão poderia ganhar no primeiro turno
Do R7
Praticamente empatados, Zé Maranhão (PMDB) e Ricardo Coutinho (PSB) vão disputar o governo da Paraíba no segundo turno, que será realizado no dia 31 de outubro. Coutinho recebeu 49,74% dos votos, enquanto Maranhão ficou com 49,30%.

A disputa foi acirrada, mas pesquisas apontavam a liderança de Maranhão. Em levantamento do Ibope divulgado neste sábado (2), o candidato do PMDB aparecia em primeiro lugar com 47% dos votos. Coutinho ficaria com 42% dos votos, segundo a sondagem. Entretanto, em certo momento da apuração dos votos, o candidato do PSB ficou com 50,01% dos votos, número que lhe renderia a vitória do governo no primeiro turno.
Na reta final de campanha, Coutinho entrou com diversas ações pedindo a impugnação da candidatura de Maranhão. As duas últimas, protocoladas na semana passada, acusam o governador de uso da máquina pública para ajudar sua campanha.
Maranhão tentou reverter a situação e disse que tomou precauções para evitar qualquer surpresa na reta final da campanha. Pouco antes das eleições, ele ainda afirmou que é "direito da oposição fazer esse estardalhaço, já que eles estão necessitando”.

Maranhão foi eleito deputado federal pela primeira vez nas eleições de 1982. Quatro anos depois, reelegeu-se deputado constituinte. Em 1990, ele cumpre seu terceiro mandato para só em 1994 ser eleito vice-governador na chapa de Antônio Mariz, que morreu nove meses depois.

Em 1998 é reeleito e, em 2002, chega ao Senado. Nas últimas eleições, disputou e perdeu o governo da Paraíba. Mas, como o então governador Cássio Cunha Lima (PSDB) acabou cassado em 2009, ele assumiu o cargo.

Já Coutinho renunciou à prefeitura de João Pessoa para concorrer ao governo da Paraíba em março de 2010. Em 2004, ele foi eleito prefeito da capital paraibana pelo PSB e, em 2008, foi reeleito. Anteriormente, Coutinho já foi vereador (1993-1999) de João Pessoa e deputado estadual (1999-2004).

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Denúncia grave: Luiz Couto acusa Jeová Campos de compra de votos e diz que PM está a serviço do PMDB

Jeová Campos: acusado pelo colega de partido Jeová Campos: acusado pelo colega de partido

O deputado federal e candidato à reeleição Luiz Couto (PT) em entrevista ao portal Bayeux em Foco comentou as perseguições que vem sofrendo por parte da direção estadual do seu partido que, segundo ele, está empenhada em derrotá-lo, acusou Jeová Campos de estar comprando votos e relatou que um policial militar está a serviço do PMDB praticando toque de recolher em Pombal contra seus eleitores.
Jeová
Em relação ao companheiro de partido e candidato a deputado federal, Jeová Campos, Luiz Couto atribuiu a grande estrutura da sua campanha ao apoio do governo do Estado e do próprio partido.
“As facilidades que tem o candidato Jeová até com contribuição do partido. Há uma tentativa de me humilhar”, desabafou o padre que afirmou que o seu partido estaria interessado nisso.
Segundo Luiz Couto, a candidatura de Jeová “representa o poder econômico, a compra de votos. Pessoas que utilizam recursos para comprar vereadores, dirigentes partidários, não temos como verificar porque as pessoas que denunciam não querem formular a denúncia. Estamos vendo O poder econômico querendo adulterar a vontade da população”, acusou o deputado.
Para ele, a população da Paraíba conhece sua história e atuação parlamentar. Lembrou ainda que foi o único parlamentar da Paraíba na lista do Congresso em Foco como um dos melhores deputados federais do Brasil. “Há uma tentativa de tentar me derrotar. Eu temo muito aqueles que querem me matar fisicamente porque combato o crime organizado, a pedofilia, a corrupção,o narcotráfico e tem muita gente interessada em quer me destruir fisicamente, mas também há muita gente querendo me derrotar politicamente”, relatou.
Dilma e os dois palanques na Paraíba
“O diretório nacional do PT e do PSB fizeram um acordo para retirada da candidatura de Ciro e consideraram que aqui na Paraíba dois palanques estão trabalhando pela candidatura de Dilma. Caberá a executiva Nacional do PSB cobrar da executiva nacional do PT que este acordo seja cumprido. Dilma só viria para Paraíba se fosse para subir nos dois palanques. Ele [Dutra] tem que dizer que só há um palanque ao PSB”, explicou.
Luiz Couto acusou a atual direção estadual do PT de ser manobrada e dirigida pelo governo do Estado. “Então faz o que o PMDB manda. Esperarmos que essa realidade seja mudada”, afirmou o deputado.
Apoio de Fernanda Benvenutti
“Uma companheira de partido. Temos que ter respeito e tolerância com as pessoas que têm opção sexual . Tenho muito respeito e consideração. Tem sido fiel e aliada trabalhado em conjunto. Tem feito um excelente trabalho na área cultural e social. Essas críticas são mais uma tentativa de tentar me desqualificar”, comentou Luiz Couto em relação ao apoio de Fernanda.
Denúncia PM
Luiz Couto criticou o comportamento do tenente Cavalcanti, em Pombal, que estaria intimidando as pessoas que lhe apóiam na cidade. Luiz disse que o policial está a serviço do PMDB. “As pessoas não podem ir para cidade se manifestar porque estão determinando toque de recolher. Não estamos vivendo um estado de sítio. Eles não têm argumento para tentar nos derrotar e querem fazer terrorismo psicológico”, acusou o deputado.
Bayeux
“Nós temos trabalhado com diversos segmentos. Alguns companheiros que me apoiavam foram de malas e cuias para a candidatura de Jeová e de outros companheiros. Tenho certeza que quem acompanha minha atuação na Câmara Federal confia no meu trabalho”, finalizou.


terça-feira, 17 de agosto de 2010

Vá e volte, Mauricio

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Não vejo com bons olhos a notícia de que Maurício vai retornar para Recife no final do ano, em termos.

É um executivo jovem e competente, ético e com ideias arejadas .. uma grata revelação como gestor público, como se comprova a partir de sua administração no Espaço Cultural..

Por isso, Maurício, você pode até ir para Recife ajudar a desenvolver ainda mais o nosso estado irmão na iniciativa privada.

Mas, depois, lembre-se: todo filho à sua terra volta.. não faça como Ariano Suassuna ou Fabinho Gouvêia.. volte e doe à Paraíba o seu talento.


 Do blog do Luís Torres


Maurício Burity anuncia R$ 2,5 mi para reforma do Paulo Pontes e diz que deixa o governo em dezembro mesmo em caso de reeleição: “Quero voltar pra Recife”

Maurício Burity: sensãção de missão quase cumprida
Maurício Burity: sensãção de missão quase cumprida


Presidente da Fundação Espaço Cultural, Maurício Burity vai deixar o governo Maranhão III em dezembro mesmo em caso de reeleição do governador José Maranhão (PMDB).
 
Foi o que revelou ontem à noite em conversa no Restaurante Terraço Brasil, após concerto de homenagem aos músicos da Orquestra Sinfônica da Paraíba mortos em acidente de carro.
 
Feliz pelos elogios que tem recebido pelo trabalho à frente da FUNESC, que administra o Espaço Cultura, uma obra do ex-governador Tarcísio Burity, pai de Maurício, o jovem disse que tem desejo de voltar para Recife, onde mora há 20 e mantém negócios.
 
Até dezembro, no entanto, declarou que tem muito a fazer. Quer iniciar em novembro reforma no Teatro Paulo Pontes, o mesmo que, por causa do mofo, deixou a atriz Cláudia Raia de pernas para o ar e com crise de laringite em recente passagem pela Capital.
 
Conseguiu junto ao governo federal cerca de R$ 2,5 milhões. Verba que deverá ser usada ainda para reforma do Cine Bangüê.
 
“Vim porque era uma obra do meu pai e queria poder fazer algo por ela”, resumiu Maurício. Que, de fato, merece o reconhecimento pelo trabalho que realizou no Espaço Cultural. Não apenas porque é filho do ex-governador. Mas por ter reaberto o Planetário, reativado a biblioteca, instalada uma luteria...
 
Luís Tôrres

segunda-feira, 15 de março de 2010

Eu, o PAC e as mentiras do PIG

De forma bem-humorada, criativa, e verdadeira, Clóvis Campos contribuiu para desmistificar e desmentir as armações da imprensa Serrista, com relação ao Programa de Aceleração do Crescimento-PAC.

Segundo a oposição, o PAC nem sequer existiria e, totalmente maquiado pela Ministra Dilma Roussef, oponente de Serra, seria apenas um engodo do governo Lula e do PT, para fins eleitorais.

Confiram.


Por Clovis Campos

Eu e o PAC

A BR 101, na direção Recife, por onde passo pra visitar meus netos, está quase toda duplicada, mas tem sido um trânsito de tratores e máquinas infernal. Ainda na semana passada fiquei pelo menos vinte minutos parado porque estavam inaugurando a duplicação do trecho paraibano. Estão duplicando mais de mil quilômetros dessa estrada ao mesmo tempo!

A BR 230 – a Transamazônica que deu certo – aqui perto de João Pessoa está uma lástima: o PAC está construindo três viadutos de acesso e retorno sobre as duas pistas recém inauguradas. E pior, depois de ter duplicado a estrada até Campina Grande, já planeja sua duplicação até Teresina! Vai ser um trânsito insuportável por uns dois ou três anos. Felizmente a duplicação desta e de outra estrada, a que liga Campina a Caruaru, não me afetam. Nunca vou para lá.

O bairro do Bessa está um deus nos acuda: mais de sessenta ruas estão recebendo tubulação de esgoto e pavimentação! Não há cristão que aguente tanta poeira.

Mês passado, o governador José Maranhão foi a Campina Grande inaugurar uma adutora que resolveu o problema de abastecimento d’água de toda região até o ano 2025. Um milhão de pessoas beneficiadas? Quinze Anos pra frente? Porque tanto desperdício? Essa obra do PAC poderia ser bem menor.

A tal da transposição do Rio São Francisco, outra obra faraônica do PAC – e que vai secar o pobre rio – já esta chegando à Paraíba. Criou apenas dez mil empregos no sertão.Os demagogos dizem que essa obra vai permitir irrigação de dezenas de milhares de hectares de terra paraibana. Para que? O Brasil já não exporta muitos produtos agrícolas? De mais a mais o povo do sertão está habituado a conviver com a seca.

Dia 1º de Março teve início a licitação para a construção do porto de águas profundas de Cabedelo. Vão investir oito bilhões de reais na construção de mais um porto numa região que dispõe de dois outros grandes portos: Suape (PE) e Pecém (CE). Só porque a capacidade de ambos se esgotará dentro de seis anos? Mesmo criando alguns milhares de empregos diretos e indiretos tal obra é um exemplo da irresponsabilidade fiscal promovida pelo PAC.

“Last but not least”, a causa de minha maior irritação com esse tal de PAC: minha garagem ficou interditada mais de quinze dias porque estão universalizando a rede de esgotamento sanitário de Cabedelo e da grande João Pessoa. E naõ adianta lavar o carro!

Portanto, não venha me falar que esse tal de PAC não existe ou não funciona. Eu já estou com o saco cheio dele! 
 

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A (falta de) transparencia do Sistema Correio

Pensei em escrever sobre o mesmo assunto hoje, mas, para minha "boa" surpresa, o excelente Blog Olhos do Norte já deu o tratamento correto à questão.
  



19 Outubro, 2009


Pelo jeito a carapuça serviu. Hoje Helder Moura escreve em sua coluna que Obama está com síndrome de Deus e que perdeu o equilíbrio, após resolver enfrentar o partido político que se transformou a FOX, ultrapassando uma atitude de fiscalização para uma de perseguição. A carapuça serviu porque o Correio faz algo similar aqui na Paraíba. Inclusive o Jornal desta segunda é prova cabal. Dedicou uma página inteira a José Maranhão, cheio de belas fotos, e não citou nenhuma vez a primeira pesquisa sobre a sucessão governamental de 2010, pois seu candidato não foi bem. Alias a pesquisa se quer foi citada na coluna do comentarista, que sempre aborda todos os assuntos políticos de relevância, nem no portal do sistema como mostramos aqui e nem no jornal escrito ou na programação da TV.

Devemos perceber que o problema não está nas empresas de mídia apoiar ou não esse ou aquele candidato, mas em esconder ou fingir suas escolhas e intenções políticos para manipular o noticiário (e ainda dizer que não faz isso) e por fim, o cidadão – leitor, pois é isso que por decorrência ocorre na cobertura política. Ou seja, falta transparência na prática jornalística e empresarial dessas empresas de mídia. O leitor fica a mercê das intenções das mídias e seus comentaristas. Sua denúncia só aparecerá na TV ou rádio se for do interesse do dono. O que é muito triste.

Será que o leitor-ouvinte deve se submeter aos interesses desses grupos de mídia para ver suas denuncias e demandas ganhar publicidade? Isso não é um abuso? Onde está à transparência e a ética. Será que o leitor deve ficar sem ter acesso às informações que são relevantes segundo todos os demais veículos? Olhe que o slogan do Jornal Correio é “jornalismo com ética e paixão”. Parece que paixão sim, mas ética (no sentido elevado da palavra), não. Como se vê Helder Moura está mais defendendo o seu lado do que tentando comentar fatos com maior consciência critica.

Aí o leitor-cidadão fica no meio de jogo político entre empresários de mídia, políticos, partidos e não sabe como se situar. Se o leitor não for atendo, não tiver acesso a diversas mídias e não sair nas ruas, com certeza viveriam um preso num mundo de fantasias, pois lhe negaram algo. O leitor do sistema correio nem sabe que José Maranhão foi muito mal numa pesquisa de um dos instituo mais conhecidos, muito embora questionado, do País. E aí? Será que isso é liberdade de imprensa?


Nota do Blog: É uma pena que jornalistas profissionais e respeitados como Helder Moura tenham uma visão tão restrita das coisas. Dizer que a revistinha Veja é uma das publicações mais respeitadas do mundo!?!?! Só pode ser mau-caratismo ou ignorância disfuncional. Afirmar que Obama "declarou guerra" contra a Fox beira o alarmismo catastrófico causador de pânico quando na verdade o presidente americano apenas está dando à Fox o mesmo tratamento que tem sido dedicado a ele, ou seja, no mínimo, desrespeitoso.

Não sabe ou não quer dizer que o que está acontecendo com Obama é o mesmo que acontece com Lula e com os políticos da Paraíba inteira, é só dar uma olhada nos nossos "sistemas" de comunicação ou "redes" de comunicação da Paraíba.

A sociedade tem que acordar para essas manipulações midiáticas e começar a se informar pela internet, que é mais democrática, plural e aberta.


domingo, 18 de outubro de 2009

Maurício Burity fala sobre o Espaço Cultural, Centro de Convenções e seu pai, Dr. Tarcísio Burity

Gostei do programa Imprensado, tanto pelo formato, internet, como pelo entrevistado, Maurício Burity, que discorre sobre vários assuntos, do Espaço Cultural ao crime que seu pai sofreu.

Pescado do Blog do Tião Lucena


Programa Imprensado



quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Ariano Suassuna é homenageado na PB

 

Eu, Marcinho e o mestre Ariano Suassuna em encontro casual num shopping de Brasília
 
O dramaturgo, romancista, poeta e artista Ariano Suassuna recebeu mais uma homenagem na tarde da sexta-feira (9), desta vez na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) e com um diferencial. Ariano recebeu a Comenda Cultural que leva seu nome. A homenagem foi fruto de um requerimento do vereador Ubiratan Pereira, o Bira (PSB).
 
Na sua justificativa, o vereador Bira aproveitou a homenagem e o que representa o dia 9 de outubro para ele e também homenageou in memorian o ex-presidente da Paraíba João Suassuna, pai do escritor, assassinado há exatos 79 anos, no Rio de Janeiro.
 
Antes disso, Bira disse que era uma honra para a Câmara Municipal de João Pessoa receber uma figura tão importante e poder prestar uma homenagem. O parlamentar fez um breve relato da vida de Ariano, desde o nascimento no Palácio da Redenção até o inicio de sua jornada cultural e nos dias atuais.
 
Ariano, na sua irreverência, que já se tornou uma de suas marcas, disse que não sabia descrever o sentimento da homenagem. “Eu fico até sem palavras. Quando perguntaram como era, eu disse: rapaz eu não sei não, parece que vou receber uma medalhar que leva meu nome, então sou eu homenageando eu”, disse.
 
O Coral da Câmara participou da sessão, cantando o Hino Nacional  e outras músicas regionais durante a sessão solene.
 
BIOGRAFIA
 
Ariano nasceu, na Cidade da Paraiba (hoje João Pessoa), Capital da Paraíba (Parahyba em ortografia arcaica), filho de Rita de Cássia Vilar e João Urbano Pessoa de Vasconcellos Suassuna (1886-1930) que cumpria o mandato de presidente do Estado (atualmente equivale ao cargo de governador). Este dia era dia de Corpus Christi, o que acabou por ocasionar a parada de uma procissão que parecia ocorrer devido ao dia de seu nascimento na frente do palácio do governo do Estado. Ariano viveu os primeiros anos de sua vida no Sítio Acauã, no sertão do estado da Paraíba.
 
Aos três anos de idade (1930), Ariano passou por um dos momentos mais complicados de sua vida com o assassinato de seu pai no Rio de Janeiro, por motivos políticos, durante a Revolução de 1930, o que obrigou sua mãe a levar toda a família a morar na cidade de Taperoá, no Cariri paraibano.
 
Ainda em Taperoá, Ariano teve conhecimento da morte do seu pai, que ocorreu dentro da cadeia de eventos que sucederam e estavam ligados à morte de João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, e, como produto destes acontecimentos, sua família precisou fazer várias peregrinações para diferentes cidades, a fim de fugir das represálias dos grupos políticos opositores ao seu falecido pai.
 
De 1933 a 1937, Ariano ainda em Taperoá, fez seus primeiros estudos e assistiu pela primeira vez a uma peça de mamulengos e a um desafio de viola, cujo caráter de “improvisação” seria uma das marcas registradas também da sua produção teatral."[Em 2002, Ariano Suassuna foi tema de enredo do Império Serrano, no carnaval carioca; em 2008, foi novamente tema de enredo, desta vez da escola de samba Mancha Verde no carnaval paulista.
 
Em 1942, ainda criança, Ariano Suassuna muda-se para cidade de Recife, no vizinho estado de Pernambuco, onde passou a residir definitivamente. Estudou o antigo ensino ginasial no renomado Colégio Americano Batista, e o antigo colegial (ensino médio), no tradicionalíssimo Ginásio Pernambucano e, posteriormente, no Colégio Oswaldo Cruz. Posteriormente, Ariano Suassuna concluiu seu estudo superior em Direito (1950), na célebre Faculdade de Direito do Recife, e em Filosofia (1964.)
 
De formação calvinista e posteriormente agnóstico, converteu-se ao catolicismo, o que viria a marcar definitivamente a sua obra.
 
Ariano Suassuna estreou seus dons literários precocemente no dia 7 de outubro de 1945, quando o seu poema 'Noturno' foi publicado em destaque no Jornal do Comercio do Recife.
 
Na Faculdade de Direito do Recife, conheceu Hermilo Borba Filho, com quem fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco. Em 1947, escreveu sua primeira peça, Uma mulher vestida de Sol. Em 1948, sua peça Cantam as harpas de Sião (ou O desertor de Princesa) foi montada pelo Teatro do Estudante de Pernambuco. Seguiram-se Auto de João da Cruz, de 1950, que recebeu o Prêmio Martins Pena, o aclamado Auto da Compadecida, de 1955, O Santo e a Porca - O Casamento Suspeitoso, de 1957, A Pena e a Lei, de 1959, A Farsa da Boa Preguiça, de 1960, e A Caseira e a Catarina, de 1961.
 
Entre 1951 e 1952, volta a Taperoá, para curar-se de uma doença pulmonar. Lá escreveu e montou Torturas de um coração. Em seguida, retorna a Recife, onde, até 1956, dedica-se à advocacia e ao teatro
 
Em 1955, Auto da Compadecida o projetou em todo o país. Em 1962, o crítico teatral Sábato Magaldi diria que a peça é "o texto mais popular do moderno teatro brasileiro". Sua obra mais conhecida, já foi montada exaustivamente por grupos de todo o país, além de ter sido adaptada para a televisão e para o cinema.
 
Em 1956, afasta-se da advocacia e se torna professor de Estética da Universidade Federal de Pernambuco, onde se aposentaria em 1994. Em 1976, defende sua tese de livre-docência, intitulada "A Onça castanha e a Ilha Brasil: uma reflexão sobre a cultura brasileira".
 
Ariano acredita que: “Você pode escrever sem erros ortográficos, mas ainda escrevendo com uma linguagem coloquial.”
Marcos Wéric