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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A revolução não partirá do vão livre do MASP




Manhã fria e sem nuvens em São Paulo, e eles já se aglomeravam no vão livre do Masp, na avenida Paulista. Alguns cartazes (um deles citava a “justiça de Deus”), um certo barulho, alguns apitos, uma pitada de indignação e uma aparente desorientação representada pelo desavisado que errou de presidente ao erguer uma placa de “fora Lula, fora corrupção”… São dezenas (talvez duas centenas), a maioria jovens, protestando, no Dia da Independência, contra a corrupção.


Na organização do evento, espalhada pelas redes sociais, os pontos de exclamação se proliferam como lanças afiadas. Não se sabe exatamente o alvo, mas estão ali, exigindo que não sejamos omissos. Nada contra as boas intenções, mas o discurso que antecede a exclamação, mesmo que dentro de míseros 140 caracteres, propaga antes a preguiça que a indignação.


Em São Paulo, os mesmos pontos de exclamação já foram mais simpáticos. Mais bem-humorados também. Outro dia o Facebook ajudou a levar a Higienópolis uma galera que queria dar as caras e mostrar que, diferentemente da população local, não tinha vergonha de ser “diferenciada”. Foi a maneira encontrada para avisar que a questão do transporte público era mais nobre que o eventual incômodo causado pela democratização do acesso ao bairro. Funcionou: a associação de senhoras e senhores que reivindicava o direito ao isolamento se calou, o governador se manifestou, e a questão passou a ser discutida com seriedade. Ponto para os manifestantes.


Questão pontuais, e mais que legítimas, também levaram manifestantes às ruas em São Paulo em tempos recentes. Na intenção de escancarar o repúdio à opressão masculina, ainda reinante em rodas de conversa e abordagens pelas ruas, mulheres organizaram a Marcha das Vadias pelo direito de usar saia sem precisar ser agredida. Ponto para elas.


Mesmo a mais polêmica das marchas, a da maconha, propunha-se a provocar uma discussão pública: seremos obrigados a tomar bala perdida em nossas casas por um combate ao tráfico que enxuga gelo e pode ser desatado de outros modos? Ponto para os manifestantes, que chamaram a atenção para a imprensa e os órgãos públicos para a discussão, gostem dela (e da fumaça) ou não.


Mas o que seria protestar contra a corrupção? A organização, por meio do Facebook, explica: é uma “guerra contra o mau político, contra a corrupção que assola nas esferas federal, estaduais e municipais, contra as obras superfaturadas, contra as licitações viciadas e fraudulentas, contra os desvios de verbas, contra o ‘retorno’ (comissão) cobrado por políticos e funcionários públicos para liberação de verbas públicas, e contra a degradação da nação está começando (sic)”.

Faltou pedir para que as pessoas saiam às ruas – com bandeiras e fitas verde e amarelas, frise-se – contra a maldade humana, contra o frio, contra os enjoos nos navios, contra a gripe, contra a frieira, contra aquelas malditas tomadas de três pontas, contra o mau futebol, contra o provedor de internet que só garante 10% da velocidade e contra o suco de laranja a 4 reais. Um manifesto contra tudo isto que está aí teria somente o mesmo efeito: um grande grito por mudanças para que tudo continuasse exatamente igual, salvo a indignação e a sensação de distinção de quem afirma não compactuar com os desmandos de mandatários que, colocados assim, parecem distantes de tudo, numa outra realidade.



Os pontos de exclamação – tanto contra a corrupção como contra as tomadas de três pontas – são justos. Denotam preocupação com o estado das coisas, num certo modo, digamos, paulistano de demonstrar indignação. E que, na prática, nada traz de novo, ainda que os pontos de exclamação estejam afixados em cartazes impressos em mimeógrafos, impressoras a laser ou na fluidez do Facebook. No Brasil, a experiência da queda do primeiro presidente eleito, sem base no Congresso e na grande imprensa, deu a impressão de que sair de preto às ruas em sinal de protesto era causa e não efeito de algo já consolidado. Desde então, todos querem ser um cara-pintada quando crescer. Todos querem sair caminhando e cantando e seguindo a canção e ter uma causa. Mas a canção, num país de democracia minimamente consolidada e órgãos de controle minimamente operantes, passa a ser outra. Tirar o feriado para pedir o fim da corrupção, nesses termos e alguns pontos de exclamação, só faz lembrar uma antiga música em que Raul Seixas dizia: “O que você quer em sua vida é só paz, muitas doçuras, seu nome em cartaz, mas fica arretado se o açúcar demora, e você chora, você berra, você pede, implora…”


Pode não parecer, mas o combate à corrupção é feito sem estardalhaço. É feita por meio de pressão, e mais pressão, sobre quem permite pequenas brechas que possibilitam desvios e travam a transparência no País. Enquanto pontos de exclamação pipocam nas telas do computador e apitos na Paulista, uma discussão sobre reforma política é desenhada em Brasília: nos corredores do Congresso, debate-se as formas de financiamento de campanhas (“te ajudo hoje, você me ajuda amanhã”), a regulação do lobby (“quem são eles?”), emendas parlamentares (“por oito reais para minha base, voto com o governo até para enforcar a mãe”). Amadurece, ao mesmo tempo, a hora para novos debates, num País que ainda discute de que maneira delitos políticos são passíveis de punição. Vide o caso Jaqueline Roriz, cujo escrutínio da opinião pública passou ao largo de uma votação secreta.


Talvez seria pedir demais que se entendesse os mecanismos de corrupção – de duas vias, quase sempre, entre público e privado – antes de sair às ruas pedindo a extinção de um inimigo que poucos reconhecem o rosto. Sem isso, a manifestação passa a ter como alvo a representação pública, a própria democracia, e não o corruptor em si – mas para isso, e aí sim seria pedir muito, é preciso dar nome aos bois. Que tal o das grandes construtoras ou outras grandes detentoras de contratos públicos cujos diretores aplaudimos de pé quando aparecem na tevê para dar palestras ou testemunhos sobre como vencer na vida?


Como lembra o cientista político Leonardo Avritzer, da UFMG, em recente artigo nesta CartaCapital, “sem corrigir alguns processos na organização do Estado e do sistema político, a corrupção voltará a estar presente nestes mesmos lugares”, faça a presidenta Dilma Rousseff a “faxina” que quiser. Porque todos os debates acima colocados ainda engatinham. E engatinham com ou sem o grito dos indignados, hoje patrocinados pela OAB e pela CNBB.


Diante de tudo isso, é possível garantir que, enquanto algumas dúzias de paulistas gritam contra a corrupção, os probos que livraram Roriz e se aboletam sobre obras públicas (para desviar o “nosso dinheiro que pagamos com tanto sacrifício”, como diz o protesto) riem. Ou dormem neste feriado.


Nesse cenário, o vago protesto contra a corrupção não deixa de ser didático. Ao menos mostra que, enquanto ingenuidade e instrumentalização política marcharem juntas, fica quase impossível dizer que, no Brasil, a revolução ainda será Twittada, como no mundo árabe. Quando o for, ela não partirá do vão livre do Masp.
 

domingo, 26 de junho de 2011

'O assunto é muito sério', rebate advogada do Idec ao ministro Paulo Bernardo



Dois dias após o envio de uma carta oficial ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, na qual contesta o modelo atual do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), por meio de sua advogada, Veridiana Alimonti, novamente se pronunciou alegando que aguarda uma resposta.

Nesta terça-feira, 21, o Idec, juntamente com diversas outras instituições, como a Intervozes e a Central Única dos Trabalhadores, promoveu um "tuitaço" (mobilização para que vários internautas tuitem sobre um mesmo assunto), sob o mote "Para tudo, minha Internet caiu... nas mãos da teles", que foi um dos temas mais comentados (trending topics) do dia, com mais de 3 mil postagens e 1474 tuites em uma hora e meia.

No mesmo dia, em entrevista ao site Convergência Digital, o ministro, contumaz tuiteiro, disse que não perderia tempo com isso e que deixaria os outros se divertirem no Twitter.

A este noticiário, a advogada do Idec respondeu: “O que estamos fazendo é sério, pois o assunto é muito sério e exige uma resposta séria do ministro”, advertiu.

Segundo ela, está faltando transparência no processo de discussão do PNBL e as instituições representantes da sociedade civil exigem um canal de diálogo com o Ministério das Comunicações afim de explanar a respeito dos pontos de divergência ao modelo proposto.

Divergências

O Idec defende a prestação do serviço de banda larga em regime público para que, desta forma, o Governo tenha instrumentos regulatórios capazes de impor obrigações e metas às operadoras.

A carta do Idec ao ministro Paulo Bernardo (disponível na home-page da Teletime) caracteriza como ilegais e abusivas, nos termos do Código de Defesa do Consumidor (CDC), as práticas da Oi e Telefônica, que “só aceitam oferecer 1 Mbps por R$ 35,00 nas cidades com índice de desenvolvimento humano (IDH) acima da média nacional se houver venda casada com outro serviço”.

Além disso, o instituto alerta que as concessionárias têm as metas de ativação de orelhões reduzida, as metas de linhas telefônicas individuais, em zona rural, remetidas à regulamentação posterior e as metas de Internet mantidas nos parâmetros de 2008.

De acordo com a advogada do Idec, Veridiana Alimonti, se a conclusão do Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU III) em alguma medida encerra o período de negociação do Governo com as concessionárias quanto aos planos que oferecerão no âmbito do PNBL, a perspectiva não é das melhores e as notícias sobre o tema trazem à tona este problema. “Por esta razão, o Instituto defende que o conteúdo das propostas seja trazido a público na sua integralidade, propiciando uma apreciação social ampla. Ainda, é necessário que neste processo sejam garantidos espaços de efetiva participação da sociedade civil”, diz.

domingo, 19 de junho de 2011

Palavras do Presidente Lula para os "brogueiros" sujos

Sensacional, motivador, assertivo e com ótimo humor.

Presidente falou no 2.o. Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas #2blogprog ocorrido em Brasília nos dias 17 e 18 de junho.


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Advogados da turma do ECAD caçam o Creative Commons

De Carta Maior

Sergio Amadeu: "Ana de Holanda e ECAD atacam política de Lula"

O movimento de software livre, de recursos educacionais abertos e os defensores da liberdade e diversidade cultural votaram em Dilma pelos compromissos que ela afirmou em defesa do bem comum. No mesmo dia que a Ministra Ana de Holanda atacou o Creative Commons retirando a licença do site, a Ministra do Planejamento Miriam Belquior publicou a normativa que consolida o software livre como a essência do software público que deve ser usada pelo governo. É indiscutível o descompasso que a Ministra da Cultura tem em relação à política de compartilhamento do governo Dilma. O artigo é de Sergio Amadeu da Silveira.

Sergio Amadeu da Silveira (*)


Os defensores da indústria de intermediação e advogados do ECAD lançam um ataque a política de compartilhamento de conhecimento e bens culturais lançada pelo presidente Lula. Na sua jornada contra a criatividade e em defesa dos velhos esquemas de controle da cultura, chegam aos absurdos da desinformação ou da mentira.

Primeiro é preciso esclarecer que as licenças Creative Commons surgiram a partir do exemplo bem sucedido do movimento do software livre e das licenças GPL (General Public Licence). O software livre também inspirou uma das maiores obras intelectuais do século XXI, a enciclopédia livre chamada Wikipedia. Lamentavelmente, os lobistas do ECAD chegam a dizer que a Microsoft apóia o software livre e o movimento de compartilhamento do conhecimento.

Segundo, o argumento do ECAD de que defender o Cretaive Commons é defender grandes corporações internacionais é completamente falso. As grandes corporações de intermediação da cultura se organizam e apóiam a INTERNATIONAL INTELLECTUAL PROPERTY ALLIANCE® (IIPA, Associação internacional de Propriedade Internacional) e que é um grande combatente do software livre e do Creative Commons. O Relatório da IIPA de fevereiro de 2010 ataca o Brasil, a Malásia e outros países que usam licenças mais flexíveis e propõem que o governo norte-americano promova retaliações a estes países.

Terceiro, a turma do ECAD desconsidera a política histórica da diplomacia brasileira de luta pela flexibilização dos acordos de propriedade intelectual que visam simplesmente bloquear o caminho do desenvolvimento de países como o Brasil. Os argumentos contra as licenças Creative Commons são tão rídiculos como afirmar que a Internet e a Wikipedia é uma conspiração contra as enciclopédias proprietárias, como a Encarta da Microsoft ou a Enciclopédia Britânica.

Quarto, o texto do maestro Marco Venicio Andrade é falso até quando parabeniza a presidente Dilma por ter "restabelecido a soberania de nossa gestão cultural, anulando as medidas subservientes tomadas pelos que, embora parecendo modernos e libertários, só queriam mesmo é dobrar a espinha aos interesses das grandes corporações que buscam monopolizar a cultura". O blog do Planalto lançado pelo presidente Lula e mantido pela presidente Dilma continua com as licenças Creative Commons. Desse modo, os ataques que o defensor do ECAD fez a política dos commons lançada por Gilberto Gil, no MINC, também valem para a Presidência da República.

Quinto, o movimento de software livre, de recursos educacionais abertos e os defensores da liberdade e diversidade cultural votaram em Dilma pelos compromissos que ela afirmou em defesa do bem comum. No mesmo dia que a Ministra Ana de Holanda atacou o Creative Commons retirando a licença do site, a Ministra do Planejamento Miriam Belquior publicou a normativa que consolida o software livre como a essência do software público que deve ser usada pelo governo. É indiscutível o descompasso que a Ministra da Cultura tem em relação à política de compartilhamento do governo Dilma.

(*) Sergio Amadeu da Silveira é professor da UFABC. Sociólogo e doutor em Ciência Política. Foi presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação e primeiro coordenador do Comitê Técnico de Implementação do Software Livre na gestão do presidente Lula.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

CartaCapital estreia blog sobre o WikiLeaks

Telegrama mostra que Hillary Clinton pediu dados sobre "jeito de atuar e relações com superiores" de líderes brasileiros. Foto: AFP

A partir desta quarta-feira 8, a jornalista Natalia Viana traz todas as informações sobre os documentos secretos americanos que vazaram na rede. Convidada pelo WikiLeaks para coordenar com a imprensa nacional a publicação dos documentos referentes ao Brasil e escrever reportagens independentes para o site da organização, Natalia alimenta o novo blog de CartaCapital.

Visite, divulgue e marque entre seus favoritos: http://cartacapitalwikileaks.wordpress.com

Entrevista de Julian Assange (Wikileaks)

O cara tá revolucionando o mundo a partir do princípio da liberdade de expressão ..

A liberdade de expressão é a prática e o exercício do direito à informação ..

Internet livre sempre !!





Chupado do Diário Gauche

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Vê o site da Mastercard fora do ar .. Não tem preço


Do R7


08.12.2010/Reuters 
 
08.12.2010/Reuters
 
Site da Mastercard está sob ataque, mas empresa diz que usuários dos cartões não tiveram suas transações afetadas

Hackers assumiram nesta quarta-feira (8) a autoria de ataques contra os sites da Mastercard e do banco suíço Postfinance, numa aparente represália contra o movimento para sufocar financeiramente o fundador do site WikiLeaks, Julian Assange.

O WikiLeaks provocou a ira de governos no mundo inteiro ao divulgar milhares de documentos confidenciais de embaixadas americanas, fornecendo detalhes constrangedores dos bastidores da relação entre os países.
Depois que o site começou a pedir doações on-line para continuar suas atividades, as operadoras de cartão de crédito Mastercard e Visa anunciaram a suspensão dos pagamentos feitos ao WikiLeaks.

Um grupo de hackers que se apresenta como Anon_Operation disse ter derrubado o site da Mastercard. O grupo alega estar lutando pela "liberdade na internet" e contra a censura, e afirma que o site mastercard.com é seu "atual alvo".

Em um comunicado, a empresa afirma que “a Mastercard está experimentando um intenso tráfego em seu site corporativo”. E diz que “nós estamos trabalhando para restaurar a velocidade normal do serviço”.

O R7 tentou entrar no site da Mastercard, sem sucesso, por volta das 13h20 desta quarta-feira.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Visa e Mastercard impedem doações para o Wikileaks, mas não para a Ku-Klux-Klan

O Império contra-ataca !!

Os reacionários se unem ..
Vamos retirar nosso dinheiro dos bancos!!

É o sistema financeiro contra nós ..

Só tem um detalhe: nós somos o dono do dinheiro!!

E quem tem o dinheiro, tem o poder ..

E o duopólio das bandeiras de cartão continua ..

Leia abaixo o post copiado do Estado Anarquista.






Ajudar o mundo a ser mais transparente? 10 dólares. Ver Mastercard (e Visa) se afundarem na própria hipocrisia? Não tem preço...

O Público.PT nos informa que a Visa e a Master Card não mais aceitarão doação de recursos à Wikileaks, conforme é possível ler abaixo. Mas o Stanley Burbuirinho nos informa que estas ciosas organizações mercantis continuam aceitando doações para a Ku-Klux-Klan, AQUI. Se você estiver sem paciência de procurar o segundo informezinho sublinhado em amarelo no canto direito, contando de cima para baixo, clique direto aqui e pague, com seu Visa e Master Card, o seu panfleto racista.

Se você for muito curioso e quiser perguntar por que ambos os cartões podem ser utilizados para financiar os assassinos racistas da Ku-Klux-Klan e não pode ser usado para financiar uma organização que dá transparência à ações golpistas de governos proto-fascistas, pergunte AQUI para a Mastercard e AQUI para a Visa.

Para ambas fiz a seguinte pergunta: “Gostaria de saber, em meu nome e de meus leitores, por que não é possível usar cartões Visa/Mastercard para fazer doações para a Wikileaks e é possível fazê-lo para a Klu-Kux-Kan: http://www.kkk.bz/hello.htm . É esta a política da empresa?” . Vamos ver o que respondem.
Abaixo, a matéria do Público.PT (prefira-o sempre aos jornalões brasileiros):

Tanto os cartões de crédito como de débito das duas empresas vão deixar de poder ser utilizados pela organização, que, para concretizar as operações, pede o envio de donativos na sua página de Internet.

À estação britânica BBC, a porta-voz da Visa disse que a empresa vai abrir uma investigação para determinar se os negócios da WikiLeaks contradizem as regras de utilização da Visa para realizar operações bancárias.

Isto significa que os pagamentos não vão ser suspensos imediatamente, explicou, já que o processo pode demorar algum tempo – que a porta-voz não especificou.

Da mesma forma, a Mastercard disse em comunicado estar a avaliar a hipótese de suspender o uso de cartões Mastercard pela WikiLeaks antes de a situação [a investigação] estar resolvida”.

Entretanto, o site, que agora se encontra alojado no endereço wikileaks.ch, publicou um comentário na sua contra de twitter fazendo um novo apelo a mais donativos: “Tornem-nos mais fortes”.

Nos últimos dias, a WikiLeaks viu várias empresas a cancelarem serviços utilizados pela organização.
A norte-americana PayPal suspendeu a realização de transferências à WikiLeaks há dias. Uma subsidiária da Amazon comunicou ao site de Julian Assange que teria de procurar outro servidor para alojar os seus dados.

E já depois disso, uma filial bancária do serviço postal na Suíça, a Postfinance, encerrou uma conta aberta por Assange para recolha de fundos de defesa, alegando que o australiano prestou informações falsas sobre a sua morada.

(com dicas do Stanley Burburinho)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Extra! Extra! De onde partem os ataques a Dilma (furo do Rodrigo Resende)




publicada quarta-feira, 13/10/2010 às 20:21 e atualizada quarta-feira, 13/10/2010 às 20:30


Não é difícil rastrear os caminhos da boataria que atingiu Dilma Rousseff, poucas semanas antes do primeiro turno. A campanha do PT parece não ter levado a sério a ameaça. E a  boataria e as calúnias prosseguem.


O jornalista Tony Chastinet – colega com quem tive o prazer de dividir o prêmio Vladimir Herzog em 2007, e com quem produzi a série de reportagens sobre as centrais clandestinas de tortura durante a ditadura – fez um levantamento minucioso sobre a origem de um desses e-mails caluniosos. Não precisou de dinheiro, nem de ferramentas especiais. Usou basicamente o “Google”. Gastou alguns minutos e usou a experiência de quem já investigou dezenas e dezenas de picaretas em suas reportagens investigativas.

Tony Chastinet descobriu que o email partiu de gente ligada à extrema-direita. Gente com nome, sobrenome e endereço. Confiram…

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O CAMINHO DA CALÚNIA

por Tony Chastinet

Recebi ontem à noite um daqueles e-mails nojentos e anônimos, que estão circulando na internet, com calúnias contra a candidata Dilma Roussef. Decidi gastar alguns minutos para tentar identificar os autores. Consegui, e repasso abaixo as informações sobre os autores da baixaria – incluindo as fontes da pesquisa.

Há um e-mail circulando na internet com o seguinte título: “Candidatos de esquerda”. Na mensagem há uma série de calúnias contra Dilma, e o pedido para se votar no Serra. Também recomenda a leitura do site www.tribunanacional.com.br.

Entrei na página e de cara me deparei com aquela foto montada da Dilma ao lado de um fuzil. Uma verdadeira central de calúnias ligada à extrema direita. Vejam uma amostra neste link http://www.tribunanacional.com.br/v2/editorial/a-terrorista/.

O e-mail foi enviado para minha caixa postal na noite de domingo. O remetente é um tal de Ingo Schimidt (ingo@tribunanacional.com.br). O site está registrado na Fapesp em nome do “Círculo Memorial Octaviano Pinto Soares”.

Essa associação tem CNPJ (026.990.366/0001-49), está localizada na SCRN, 706-707, Bloco B, Sala 125, na Asa Norte, em Brasília. O responsável pelo site chama-se Nei Mohn. Em uma pesquisa superficial na internet, descobre-se que ele foi presidente da “Juventude Nazista” em 1968. Era informante do Cenimar e suspeito de atos de terrorismo na década de 80 (bombas em bancas de jornais e outros atentados feitos pela tigrada da comunidade de informações). Também foi investigado por falsificar o jornal da Igreja Católica, atacando religiosos que denunciavam torturas, assassinatos e desaparecimentos (vejam abaixo nas fontes).

Nunca foi investigado e sequer punido pelas barbaridades que aprontou. Para isso, contou com a proteção dos militares e da comunidade de informações para abafar os escândalos e investigações.

Prossegui na pesquisa e descobri que o filho de Nei, o advogado Bruno Degrazia Möhn trabalha para um grande escritório de advocacia de Brasília contratado por Daniel Dantas para representar o deputado federal Alberto Fraga (DEM) em ação no TCU movida pelo deputado para tentar impedir a compra de ações da BRT/OI pelos fundos de pensão.

Interessante essa ligação entre a extrema direita, nazistas e Daniel Dantas. Mas tem mais.
No registro do site ainda há outros dois nomes apontados como responsáveis pela página: Antonio Afonso Xavier de Serpa Pinto e Zoltan Nassif Korontai.

Serpa Pinto trabalha na Secretaria da Fazenda de Mato Grosso. Korontai é responsável pelo site http://www.projetovendabrasil.com.br. É um negócio estranho como pode ser visto na página da internet. Ele atua na área de tecnologia e fez concurso para analista de sistemas no TRE do Paraná.

O cadastro do site dele está em nome da CliqueHost Internet Hosting e Eletro Eletrônicos (CNPJ 008.144.575/0001-90 – Avenida Doutor Chucri Zaidan, 246, SL 18, São Paulo). O responsável chama-se Frederich Resende Soares Marinho.

 Marinho é consultor de informática e trabalha em Piraúba (MG). Há uma série de reclamações de que ele vendeu hospedagens de site e não entregou o serviço. Ele é membro da Assembleia de Deus em Sorocaba.

 Outro dado interessante: Ingo coloca um link no e-mail para quem não quiser mais receber as mensagens. Esse link aponta para o seguinte endereço: ingo.newssender.com.br. Newssender é um serviço de marketing eletrônico (leia-se spam) registrado e vendido pela Locaweb Serviços de Internet S/A. O curioso é que é o mesmo provedor que hospeda o site do candidato tucano.

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Fontes:

– Tribuna Nacional – Dados do Registro.br
domínio: tribunanacional.com.br
entidade: Círculo Memorial Octaviano Pinto Soares
documento: 026.990.366/0001-49
responsável: Nei Möhn

2 – Nei Mohn
Matéria Veja de 1980 – http://www.arqanalagoa.ufscar.br/pdf/recortes/R06814.pdf
Matéria da Isto É de 1982 – http://www.arqanalagoa.ufscar.br/pdf/recortes/R03648.pdf

3 – Filho de Nei
Bruno Degrazia Möhn (OAB/DF 18.161)
Trabalha no escritório Menezes e Vieira Advogados Associados – http://www.migalhas.com.br/mostra_noticia_articuladas.aspx?cod=11457 – artigo defesa ppp
Escritório contratado por Dantas no caso BRT – http://www.anapar.com.br/noticias.php?id=6602

4 – Antonio Afonso Xavier de Serpa Pinto
Funcionário da secretaria estadual da fazenda de mato grosso
http://app1.sefaz.mt.gov.br/Sistema/Legislacao/legislacaopessoa.nsf/2b2e6c5ed54869788425671300480214/88e35b271696c3bf0425738500423ded?OpenDocument

5 – Zoltan Nassif Korontai
Site dele – http://www.projetovendabrasil.com.br/?pg=calculadora-de-ivestimento&p=253
Dados do registro.br
domínio: projetovendabrasil.com.br
entidade: CliqueHost Internet Hosting e Eletro Eletrônicos L

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Notas sobre o Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas


Notas sobre o Encontro dos Blogueiros em SP

Foi muito bom! Conheci diversos leitores deste Óleo. No domingo tomei cerveja com Eduardo Guimarães, Azenha (com quem tive uma divertida altercação política), uma moça genial da UJS chamada Luana Bonone, jornalista do Vermelho, tão novinha e tão inteligente, Serena (que de serena não tem nada, é mais enérgica que uma usina nuclear), Maria Frô (Conceição Oliveira), a dulcíssima Conceição Lemes, o amigaço Sérgio Telles, Altamiro Borges, Túlio Vianna, Raphael "eleitor do Plínio" Tsavkko e tantos outros.

De manhã, participei de uma oficina de idéias com vários blogueiros, entre eles Rodrigo Vianna (Escrevinhador), Rildo (blog do Rildo), Augusto Valente (agência T1), Lola Aronovich (escreve lola escreva), Ruth Alexandre (Fala Povo), e muitos outros. Escrevo somente os que me deram cartão.

Já compareci a muitos eventos como repórter; esse é o primeiro como protagonista. Eis o grande valor da blogosfera. Torna o jornalista um sujeito, uma cabeça pensante, uma pessoa livre. Com isso, deixa de ser jornalista e converte-se num... cidadão.

A blogosfera faz o jornalista descer do pedestal e pisar a terra, junto a seus leitores.

A plenária do Encontro de Blogueiros informou que o evento conseguiu se pagar e ainda sobrou dinheiro, que será usado na edição do ano que vem. Decidiu-se ainda organizar eventos regionais antes do evento nacional. Aprovou-se uma Carta dos Blogueiros. Tudo será divulgado no site Barão de Itararé.

Governo lança Bolsa Blog "Sujo"

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Ofensiva do Ministério Público ofende direitos civis

Reproduzo aqui o melhor post escrito até agora sobre a polêmica criada pelo MPE, na pessoa da Procuradora Sandra Cureau, que tenta concretamente censurar a blogsfera.

Esse espaço aqui está ancorado no princípio constitucional da liberdade de expressão. 

E nenhum poder "pode mais" do que a Constituição Cidadã que elevou esse princípio a direito e/ou garantia constitucional.

Nenhuma ordem inconstitucional deve ser obedecida.

Prego a desobediência civil se necessário for.

MLA



 
A ofensiva do MPE contra blogs que fazem propaganda política não é apenas insensata. É uma agressão aos princípios constitucionais.

À diferença da grande mídia, a internet não recebe publicidade oficial. É um espaço patrocinado puramente pelo idealismo. Numa democracia representativa, os cidadãos legam a partidos e candidatos a responsabilidade de lutarem por determinadas idéias. Quando a Justiça Eleitoral impede, portanto, que o cidadão defenda o representante político no qual ele votou ou no qual ele pretende votar, está roubando um poder legítimo pertencente à sociedade civil.

Segundo essa lógica, os cidadãos podem falar de política, mas não podem falar "dos políticos". O que é impossível. Não se pode falar de poesia sem falar dos poetas.

Sempre fico impressionado com a hipocrisia de setores da opinião pública. Ficam histéricos e agressivos diante de simples debates, civis e parlamentares, em torno do tema liberdade de imprensa, acusando (ridiculamente) graves violações dos direitos civis, e silenciam sobre a atitude concreta do MPE frente aos blogs políticos.

Trata-se efetivamente de um pequeno golpe de Estado, e sinaliza a existência de um núcleo não-democrático e irresponsável dentro das instituições eleitorais, uma realidade que poderá trazer enorme instabilidade política para o Brasil.

Os procuradores também atacaram um blog tucano, http://euqueroserra.blogspot.com/, feito por um garoto da Bahia, que está perplexo e talvez amedrontado. É absurdo, injusto e inconstitucional do mesmo jeito.

O prejuízo político para a comunicação de Dilma Rousseff, porém, é muito maior, pois a blogosfera é o único espaço onde se pode discutir políticas de governo com verdadeira pluralidade. Não porque possa haver mais blogs de esquerda que o contrário, o que nem é verdade. Mas porque qualquer um pode expressar sua opinião, seja comentando seja criando um espaço próprio, sem a necessidade de investir milhões de reais na compra de rotativas.

A alegação da procuradora de que a existência do blog traz desequilíbrio ao processo eleitoral mistura estupidez, loucura e maucaratismo. Qualquer cidadão pode abrir um blog em segundos em favor de José Serra. Fazia sentido proibir propaganda quando o candidato apenas podia usar a tv, uma concessão pública que tem um alto custo de difusão. Essa lei vem dos tempos da ditadura, quando não interessava ao governo que o povo discutisse política antes do tempo.

É estupidez porque não tem resultado prático. Se o Google fechar o Blog da Dilma ou o Amigos do Presidente Lula, aparecerão mil outros. Loucura porque o MPE teria que triplicar o número de procuradores e dedicar-se exclusivamente a essa função. Nasce um blog a cada minuto no Brasil. Quem vai monitorar se cada um deles faz propaganda antecipada ou não?

Maucaratismo porque transforma o procurador, que não passa pelo crivo eleitoral, num agente político. Isso beneficia determinados faixas de renda e instrução, que historicamente tiveram maior acesso às altas funções públicas. Nem sei se isso vem ao caso, mas registre-se que o MPE mandou tirar um blog tucano de pouquíssima projeção, e dois blogs petistas de grande circulação. Nem equânime foi.

Uma atitude honesta do MPE seria mandar circular publicamente um memorando contendo informações sobre as regras do jogo. Puxar o tapete como fez, atacando a honra e a estabilidade financeira (através de multa) de simples cidadãos, sem proteção governamental, corporativa ou partidária, é um ato de abjeta covardia.

A hora é de solidariedade, união e combate. A gente sabia que a guerra seria dura, mas não pensávamos que chegaria a esse ponto. Isso reflete um desespero triste, impotente e sem criatividade. Ao cabo, a ação dos procuradores apenas aumenta a visibilidade da blogosfera. Movidos pela curiosidade, mais cidadãos entrarão em blogs políticos. Eles (os que atacam a blogosfera) serão chicoteados com a mesma vara que usaram.

A nossa resposta deve ser dura. Pressionar junto ao Congresso Nacional para pôr esses procuradores na linha. Sua função é perseguir políticos corruptos e não blogueiros que apenas contribuem para tornar realidade dois Princípios Fundamentais da Constituição Federal: pluralidade política e liberdade de expressão.

TÍTULO II- Dos Direitos e Garantias Fundamentais
CAPÍTULO I - DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS


Art. 5º
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;


*

Para discutir questões como essa, e tantas outras, é tão importante essa iniciativa de organizar o Encontro Nacional de Blogueiros.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Por que o Serra é contra a banda larga (Telebras)?



Santanna: a banda larga é como o sol - nasceu para todos
No programa “Record News Atualidade” que vai ao ar às 22H desta terça-feira, na Record News, entrevistei Rogério Santanna, que, como Secretário de Logística do Ministério do Planejamento, criou o Plano Nacional da Banda Larga, o PNBL.

Durante o programa, ele disse que aceitou o convite para ser presidente da Telebrás.
Veja trechos da entrevista (não são literais):

- A banda larga brasileira é cara, lenta e localizada.
- Concentra-se nas classes A e B e ignorou a classe C.
- E ignorou o Nordeste.
- Aumenta o consumo de tudo no Nordeste.
- Menos de banda larga.
- O Brasil dispõe de uma rede paralela à das empresas privadas, que é a infra-estrutura de Eletronet (*), da Eletrobrás e da Petrobrás.
- A partir dessa rede, a Telebrás poderá entregar, em 2014, banda larga a 4.278 municípios.
- Hoje, as telefônicas privadas dizem que só estão interessadas em concorrer em 148 municípios.
- E outros quatro mil ficariam condenados à desconexão eterna.
- As telefônica privadas cobram, hoje, em média, segundo o IPEA, R$ 96 mensais pela banda larga.
- O PNBL quer uma banda larga a R$ 30 – R$ 35 mensais.
- Em 2014, 40 milhões de famílias poderão receber essa banda larga a R$ 35.
- 40 milhões de lares é uma penetração parecida com a do Japão.
- O PNBL vai começar pelo Sudeste e pelo Nordeste.
- As telefônicas privadas não querem sair do bem-bom do monopólio em que vivem hoje – em 10 anos de privatização não foram capazes de uma única inovação.
- A banda larga vai exigir inovação e concorrência.
- A telefonia privada não tem infra-estrutura para chegar ao país inteiro.
- Nem quer.
- Ela só quer ir aonde vá ganhar dinheiro, garantido.
- O negócio da telefonia privada é ficar na telefonia fixa: quanto mais tempo e para mais longe, mais cara a ligação.
- Com a banda larga, o negocio é diferente: quanto maior a capacidade, mais caro fica.
- No Japão, o serviço de voz, ou seja, a telefonia fixa, é 30% do negócio das telefônicas.
- No Brasil, 80%.
- É isso o que as telefônicas privadas querem preservar.
- A Telebrás tem cerca de 226 empregados e não deve ter uma folha maior do que essa.
- O trabalho da Telebrás será feito, principalmente, com o desenho de software – ela não precisa de maquinas ou escavadeiras.
- Seu papel será montar um sistema com provedores e subcontratados, e fazer com que a banda larga chegue até a casa do cliente (ou à “extra mile”, no jargão de telefonia).
- A Telebrás vai exigir que a velocidade da banda larga no Brasil aumente 10% ao ano.
- O Governo não aceitou a proposta da BrOi de tomar conta de toda a banda larga, porque segundo Santanna, a BrOi cobrou muito caro.
- A BrOi queria fazer por R$ 27 bilhões – o tamanho da divida dela – o que o Governo pretende fazer, com a Telebrás, por R$ 3 bilhões, em dez anos.
- E, além do mais, diz Santanna, a proposta da BrOi reforçaria seu monopólio.
(Ou seja, o Governo Lula parece ter dito à BrOi – “acabou a sopa, vire-se” – PHA)

Navalha
Por que o Serra é contra a Telebrás do Santana ?
Porque o Serra é o filhote do FHC.
Ele esconde, esconde, esconde o que pensa, e chega a acair para dentro do próprio vácuo – clique aqui para ver como se deu esse interessante fenômeno da Física.
É porque ele não pode revelar o que pensa.
Por exemplo, ele é e sempre foi contra a Ferrovia Norte-Sul – clique aqui para ler, porque o negócio dele é na veia: tudo para São Paulo !
O que não for bom para São Paulo, não presta.
Por exemplo, os amigos deles dizem que ele não é DE direita.
E ele próprio se diz DE esquerda.
Mas, o Conversa Afiada sustenta que ele é DA direita.
Barriga de aluguel DA direita, como foi o Farol de Alexandria.
Por que o Serra é contra a Telebrás do Santana ?
Porque a Telebrás vai corrigir com a banda larga o desastre que foi a privatização da telefonia, no Farol.
Aquela tramóia do “se der m…”..
Uma privatização que trocou o monopólio estatal pelo privado, sem xerife.
A privatização que premiou condenado pela Justiça, como o passador de bola apanhado no ato de passar bola, Daniel Dantas.
No PNBL, o Governo Lula vai re-escrever, na tecnologia seguinte, a privatização do Farol.
O Farol privatizou a voz.
A voz é o passado.
É o ontem, de dez anos atrás.
O futuro é a banda larga.
E aí, o presidente Lula botou a Telebrás e o Santanna em cima do back-bone.
O Daniel da Dantas e o Carlos Jereissati vão ter que dançar miudinho …
É por isso que o Serra é contra.
Porque ele foge, foge, foge, cai pra dentro do próprio vácuo, mas o coração dele está onde está o do FHC: ao lado dos dantas.

Em tempo: vai ver o Farol tem razão. Se o Serra não vestir a camisa do Governo FHC/Serra/Malan, ele afunda mais rápido. Não vai dar para enganar muito tempo. Nem a Miriam acredita nele.  O Serra vai morrer amarrado ao mastro do Tucanic.
Não tem saída.

Paulo Henrique Amorim

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Brizola Neto questiona comportamento dos tucanos na internet

O Deputado Brizola Neto (PDT/RJ) denunciou, no Congresso Nacional, a baixaria da campanha de José Serra (PSDB/SP) contra Dilma Rousseff e o Presidente Lula, que corre solta na internet.

Brizola apresentou documentos que comprovam a autoria do PSDB, em campanhas difamatórias na rede.

Serra, com a própria voz, não tem coragem de atacar diretamente o Presidente Lula, e nem mesmo a ex-ministra Dilma.

Mas de forma sub-reptícia, o PSDB de José Serra, faz o serviço sujo de atacar pelas costas, através de sites apócrifos, mas registrado oficialmente pelo PSDB, falando cobras e largatos do presidente Lula e da Dilma.

Serra age como lobo em pele de cordeiro.

A prática nefasta da campanha de Serra, é análoga a mandantes que contratam matadores de aluguel para fazer o serviço sujo. Só que o PSDB é tão arrogante e conta tanto com a impunidade, que ainda registra o contrato em "cartório".

Texto do site Amigos do Presidente Lula


terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Telefonica tenta calar blogueiro

 telefonica


A Telefonica de Espana tenta assustar blogueiro com ameaça de processo. Só que agora pode ocorrer o contrário: o blogueiro Virgilio Freire processar a Telefonica por calúnia.

Segundo a notificação, estaria a empresa telefônica a dizer que o blogueiro teria praticado a conduta descrita no art. 177 do CP... só que penso se tratar de crime próprio, aquele praticado por determinada categoria de pessoas... amanhã vou pesquisar num Código Penal comentado.

Vejam o post sobre o assunto:



 


 No dia 11 de Dezembro de 2009 fui procurado por um Oficial de Justiça, que me entregou uma Notificação Extra-Judicial da Telefonica. (Veja o documento abaixo). É um documento igual ao que foi entregue à Associação dos Engenheiros de Telecomunicações.

Assinado por TODOS os Diretores da Telefonica no Brasil - pelo jeito, receberam ordens de Madri para usar artilharia pesada.

Com o mesmo objetivo de amedrontar e silenciar nosso blog, de impedir a liberdade de expressão.

Uma tentativa fascistóide e autoritária de intimidação para impedir que eu continue a expressar minhas opiniões, minhas análises, e minhas conclusões, todas baseadas em documentos de conhecimento público.

Se a Telefonica e seus vassalos brasileiros se dessem ao trabalho de estudar minha vida, minha carreira, minhas atitudes e minha integridade, veriam o quanto é inútil uma tentativa deste tipo. Outros mais poderosos já tentaram, sem sucesso.

Segundo a Telefonica, ao me referir aos valores declarados como investimentos da empresa para o ano de 2008, não posso dizer que "estes valores são absurdos e improváveis". Porqê não? A Constituição Federal me dá este direito e, mais, estamos falando de uma concessão pública e, portanto, os investimentos realizados são matéria de largo interesse público e, ainda, objeto de fiscalização pelo órgão regulador, que infelizmente não fiscaliza.

Também não posso dizer que "Em suma, o balanço contém números fantásticos, fabulosos - de fábula, lembre"

Segundo a empresa espanhola, ao exprimir no blog minhas opiniões, conclusões, análises, cometi "crime tipificado no artigo 177, Inciso 1o, VI, do Código Penal.

A Telefonica afirma em seu Documento-Ameaça que fiz "acusações de fraude" - na verdade quem ler meus artigos sobre a Telefonica irá observar que NUNCA afirmo que houve fraude.

Uso a expressão "Indícios de Fraude" - qualquer cidadão tem direito de denunciar às autoridades indícios de fraude, que serão apurados pelos orgãos competentes, especialmente quando se trata de tema regulado pelo regime de concessão./div>

Sempre mostro as inconsistências dos números no balanço de 2008, explico o que significa cada um dos itens, e deixo ao leitor a liberdade de chegar a sua própria conclusão. Se existem "Indícios de Fraude" ou não.

Ou seja, quem afirma que houve fraude é a Telefonica, e não o blog.

O tom e o teor do documento da empresa são de uma truculência ímpar, inusitadas na cultura dos brasileiros - no entanto devem ser comuns na cultura espanhola.

A direção da Telefonica em Madri deve achar que está tratando com um povo sul-americano que pode ser tratado como os Aztecas, os Maias, os Incas, e todos os outros povos civilizados que os "Conquistadores" encontraram na America do Sul.

E que dizimaram aos milhares, levando seu ouro para a Espanha - tal como levam seus lucros questionáveis atualmente para Madri.

O documento da Telefonica me dá 48 horas (!!!!!!!!!!!!) para prestar esclarecimentos sobre oito itens, tais como:

- Se confirmo ter postado o texto sobre o sumiço dos dois bilhões de dólares da empresa.

- Qual meu interesse em postar o artigo acima.

Meu interesse é defender o cliente da Telefonica, é defender o cidadão brasileiro, é melhorar os serviços de telecomunicações no Estado de São Paulo, é fazer com que a Telefonica mostre de forma transparente e honesta os detalhes de seu balanço para o ano de 2008, indicando, para os investimentos, as seguintes informações:

- Quais os contratos assinados para os investimentos de 2008


- Com que empresas foram os referidos contratos assinados


- Cópia dos referidos contratos


- Condições de pagamento dos contratos


- Objeto dos referidos contratos (tipos e modelos dos equipamentos)


- Local onde os referidos equipamentos estão instalados, e permissão para que o público e a imprensa possam confirmar sua instalação.



Vale dizer que a Telefonica é uma empresa que atua no Brasil sob o sistema de CONCESSÃO, o que obriga a uma abertura total de suas contas, contratos, balanços, lucros, perdas, etc.


Ao contrário de uma fabricante de cerveja, como a AMBEV, a Telefonica funciona por delegação e concessão do poder público, do Estado Brasileiro, e portanto deve explicações ao público do nosso país.

O documento da Telefonica prossegue com questionamentos do tipo "se fui informado pela Associação dos Engenheiros de Telecomunicações de que havia contatado TODOS os fabricantes de equipamentos, e que NENHUM deles assinou qualquer contrato com a empresa no ano de 2008". A resposta está nos meus artigos no blog.

Os espanhóis exigem que eu indique DE QUEM recebi a informação acima.

Realmente o documento preparado pelos espanhóis deve ter se baseado em algum processo da Inquisição Espanhola, que tinha o poder de questionar qualquer pessoa, submeter à tortura, mutilar, e condenar à pena de morte.

Ou algum processo semelhante conduzido por ordens do Ditador Francisco Franco, que governou a Espanha por 34 anos, usando a polícia e a delação como instrumentos de controle da população. Na época da Inquisição e posteriormente no governo de Franco, os cidadãos eram incentivados, e até pagos, para informarem sobre "atividades subversivas" de seus vizinhos, amigos e até parentes.

O final do documento da Telefonica simplesmente exige que eu retire imediatamente o texto postado no blog, e que deva me "abster de fazer quaisquer acusações", sob pena de serem adotadas as mais veementes medidas jurídicas reparadoras".

Realmente, a Telefonica está com medo.

Um terrível medo de que a verdade venha à tona.

E neste pânico, tal como o homem fechado em um quarto escuro, golpeia à direita e à esquerda, sem saber onde está, sem saber o que faz, na ilusão de que qualquer ação é preferível à inação, pois assim os patrões em Madri irão achar que "providências estão sendo tomadas".

Na verdade, as "providências" que a empresa está tomando aqui no Brasil apenas reduzem o tempo em que serão mandados de volta para seu país. Para alívio da sociedade brasileira.

E neste desespero e nesse medo de que segredos sejam revelados, tenta atingir um dos direitos básicos dos brasileiros - a liberdade de expressão.

E tenta restringir também o direito dos leitores e dos internautas de serem informados de forma livre, democrática e através de múltiplos meios, fontes e canais de informação.


Esta é uma liberdade básica de que gozam TODOS os usuários da Internet.

Talvez na Espanha seja possível intimidar jornais, revistas, blogs, etc. No Brasil, Srs. da Telefonica, lutamos muito para reaver nossas liberdades, e a elas damos um enorme valor.


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A eficiência das empresas privatizadas




A nossa conclusão final é a seguinte: o serviço 3G no Brasil precisa melhorar e muito! Basta pensar que esse teste foi feito na maior cidade do país... e mesmo aqui a qualidade dos serviços deixa tanto a desejar que é impossível selecionar um vencedor.

Em muitos locais onde determinada operadora pode ter bom desempenho, outras mal seguram as conexões por alguns minutos. Mesmo entre uma única operadora, o serviço não é homogêneo na cidade. Nossa recomendação é que, antes de contratar uma banda larga móvel, avalie o serviço em seu bairro ou bairros onde mais pretende usá-la. Mesmo assim, não há garantia de estabilidade.

Mas num panorama geral, o cenário é o seguinte: a Claro, que não vinha obtendo resultados satisfatórios logo na estréia do serviço, há 2 anos, e recebeu muitas reclamações, mostrou sensível melhora em velocidade e estabilidade. Mas os resultados ainda são muito divergentes.

A Vivo apresentou bom equilíbrio entre qualidade de sinal e cobertura, mas ainda deixa a desejar em muitas áreas da cidade.

A TIM tem cobertura bem menor que Claro e Vivo, mas o sinal costuma ser mais forte e as conexões caem menos. Quanto à Oi, estamos até agora nos perguntando onde estaria o seu 3G...

Boicote a Folha de SP

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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Por um Marco Civil de Direitos para a Internet !


Por Marcelo Branco, em seu Blog

Nossa luta contra o vigilantismo e o controle da internet no Brasil e por um marco civil de direitos começa a ganhar um desdobramento positivo.Bras_dir_escolher_site

O resultado deste debate, que seja o mais amplo possível, vai determinar o futuro das liberdades na rede em nosso país. Estou otimista que poderemos construir a melhor legislação do mundo e sairmos deste processo como uma referência internacional positiva.

Mas para tudo isso, teremos que ser rápidos e participativos.
Proponho que nos comentários que, indivíduos, entidades, organizações e grupos de usuários apóiam a iniciativa do marco civil e do debate público proposto se manifestem. Seria interessante que tenhamos até o dia 29, o máximo possível de apoios, mesmo que tenhamos que continuar esse processo com mais organização depois do lançamento.

Proponho ainda, que cada entidade e ativista divulgue no seu blog, twiiter, identi ou sitio web a convocatória do lançamento do dia 29 agregando a marca da entidade (remixando a convocatória original).

Convite_mcivil

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

A "eficiência" das empresas privatizadas pelos tucanos e demônios

As empresas de telefonia privatizadas (Claro, Telefônica, Tim, Vivo...) não prestam um único bom serviço. Procura-se alguém que não tenha nada a reclamar delas.
Mas propaganda tem em tudo que é lugar. É uma espécie de sociedade de propósito específico com a mídia (TVs, jornais, revistas e rádios) para enrolar os cidadãos de bem e burlar o fisco.
Leia abaixo um excelente artigo sobre o escândalo das telefônicas privatizadas por FHC, tucanos e demônios.


quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Os invisíveis investimentos da Telefonica no Brasil e seu nebuloso relatório anual

A Telefonica tem declarado que investiu R 2.3 Bilhões em 2008.

A Associação de Engenheiros de Telecomunicações (AET) entrou em contato com TODOS os fabricantes, fornecedores, prestadores de serviços que poderiam ter sido contratados para fornecer os equipamentos que seriam comprados com este investimento, e nenhum deles teve qualquer contrato com a Telefonica.

A AET contatou fabricantes japoneses, americanos, suecos, alemães, chineses, coreanos – nenhum deles assinou contrato com a Telefonica em 2008. Os 2,3 Bilhões de Reais sumiram.

Fui atrás do destino deste dinheiro. Fiz o download do balanço da Telefonica para 2008. Na página 124 do documento, item 5.6, a empresa informa os itens em que investiu no ano de 2008.

Observe abaixo os itens em que a Telefonica diz ter investido (mais adiante vou explicar o que significa cada um destes itens e porque estes valores são absurdos e improváveis (estou empregando a palavra no sentido exato, ou seja, improvável = impossível de provar)

Desenvolvimento de Sistemas – R$ 459,2 milhões
Equipamentos de Comutação – R$ 61,1 milhões
Equipamentos de Transmissão – R$ 226,6 Milhões
Infra-estrutura – R$ 56,0 Milhões
Rede Externa – R$ 433,4 Milhões
Comunicação de dados – R$ 559,8 Milhões
Equipamentos de Assinantes – R$ 471 Milhões
Outros – R$ 74,6 Milhões

TOTAL DE INVESTIMENTOS R$ 2.342, 5 Milhões, ou R$ 2,3 Bilhões

Agora veja o que significam estes itens e estes números

O item Desenvolvimento de Sistemas significa despesas e pagamentos feitos a empresas de Informática para a implantação e operação de sistemas de controle, de cobrança, de emissão de contas, de controle da operação, enfim toda a estrutura de informática da empresa.
Ocorre que existem dois tipos de despesas em qualquer empresa – investimentos e despesas de operação.

Investimentos são compras de equipamentos, torres, terrenos, enfim, coisas que é possível tocar – um terreno, um prédio, um equipamento, etc. Espero que até aqui você esteja acompanhando.
O outro tipo de despesa é o pagamento de serviços. Você paga um serviço e evidentemente não consegue “guardar”. Por isso serviços não são considerados investimentos – uma vez prestado o serviço, não se consegue colocar um etiqueta de propriedade nele. Por isso eles entram no item do balanço que mostra as Despesas Operacionais, ou OPEX. Não podem ser colocados como investimentos.

O Desenvolvimento de Sistemas citado pela Telefonica, se realmente existiu não é, e nunca poderia ser, considerado como investimento. Tinha de entrar no item Despesas com serviços de Terceiros.
Este item (Despesas com Serviços de Terceiros) aparece na pg. 100 do balanço, e mostra um valor exorbitante de R$ 1,25 Bilhão – pense bem, a Telefonica pagou mais de 1,25 Bilhão de Reais por serviços? E não incluir neste valor o meio Bilhão de Reais gastos com informática? Esqueceu?
Mesmo supondo que seja real o valor de R$ 459,2 milhões pago a empresas de informática, vamos compará-lo a grandes contratos assinados recentemente por grandes empresas de Telecom.

A IBM recentemente assinou contrato para sistemas de informática com a Datacomm no valor de US$ 200 milhões em três anos, ou seja, cerca de 70 milhões de dólares por ano, equivalente a 119 milhões de Reais.

A EDS, outra gigante do ramo, assinou um contrato com a Telstra, operadora de Telecom da Austrália, por 150 milhões de reais por ano.

Ou seja, um grande contrato de informática na área de Telecom vale no máximo 100 milhões de Reais.

A Telefonica diz que gastou 5 vezes mais do que qualquer outra operadora de Telecom no planeta.
Os espanhóis da Telefonica têm fama de exigentes e duros negociadores. Como então gastaram cinco vezes mais do que a operadora australiana?

Apenas para você entender o restante dos itens:

Equipamentos de Comutação são as centrais telefônicas.
Equipamentos de Transmissão são fibras óticas, sistemas de micro ondas, e equipamentos ligados a eles.
Infra-estrutura consiste em torres, terrenos, prédios, etc.
Rede externa se refere a cabos e fios da rede que ligam os assinantes às centrais.
Comunicação de dados seria o investimento na rede de banda larga Speedy, da Telefonica.

A empresa declara no balanço ter “investido” meio bilhão de reais no Speedy.
Para isso, teria de ter comprado equipamentos roteadores e sistemas de transmissão de dados neste valor. Ocorre que nenhum dos fornecedores destes sistemas recebeu qualquer encomenda da Telefonica.

Se realmente tivesse investido meio bilhão de reais no Speedy, não teria havido as panes e interrupções pelas quais o serviço ficou famoso no Brasil.

E agora o mais incrível.

Equipamentos de Assinantes. A Telefonica declara ter investido quase meio bilhão de reais em compras de Equipamentos de Assinantes.

Sabe o que quer dizer “Equipamento de Assinantes”?
O humilde aparelho fixo que você tem em sua mesa. Ou o pequeno modem do Speedy, ligado no seu computador.
O preço de um destes equipamentos simples não passa de 50 reais para quem compra em grande numero como a Telefonica.
Fazendo a conta, dividimos 471 milhões que a empresa afirma ter pago, pelo preço de 50 reais, e chegamos a um número de 9,42 milhões de novos aparelhos que a empresa alega ter comprado e instalado!
Sabe quantos assinantes/clientes tem a Telefonica? 13 milhões.
Logo, para comprar 9 milhões de aparelhos, isso significaria trocar quase todos os aparelhos telefônicos do Estado de São Paulo.
Seu aparelho foi trocado?

Em suma, é um balanço que contém números fantásticos, fabulosos (de fábula, lembre).

Difícil de acreditar. Até hoje a Telefonica não informou os detalhes destes números. O máximo que se consegue são os valores acima.

É por isso que defendo a recompra pelo BNDES da empresa Telefonica no Brasil – para haver maior transparência e termos certeza de que os interesses do Brasil estão sendo prioritários. No momento, a prioridade são os acionistas espanhóis, e números bastante nebulosos…