Um "blog sujo" desde 2 de setembro de 2009.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O mito do inchaço do funcionalismo público



Vc sabia que o Governo do Estado de São Paulo tem mais funcionários públicos que todo o Governo Federal?

 


 Vc sabia que o ritmo de crescimento no número de funcionários públicos no Governo do Estado de São Paulo tem sido maior que do Governo Federal nos últimos anos?







Pois é. Isso vc não vai ver nos jornais e revistas.

A (falta de) transparencia do Sistema Correio

Pensei em escrever sobre o mesmo assunto hoje, mas, para minha "boa" surpresa, o excelente Blog Olhos do Norte já deu o tratamento correto à questão.
  



19 Outubro, 2009


Pelo jeito a carapuça serviu. Hoje Helder Moura escreve em sua coluna que Obama está com síndrome de Deus e que perdeu o equilíbrio, após resolver enfrentar o partido político que se transformou a FOX, ultrapassando uma atitude de fiscalização para uma de perseguição. A carapuça serviu porque o Correio faz algo similar aqui na Paraíba. Inclusive o Jornal desta segunda é prova cabal. Dedicou uma página inteira a José Maranhão, cheio de belas fotos, e não citou nenhuma vez a primeira pesquisa sobre a sucessão governamental de 2010, pois seu candidato não foi bem. Alias a pesquisa se quer foi citada na coluna do comentarista, que sempre aborda todos os assuntos políticos de relevância, nem no portal do sistema como mostramos aqui e nem no jornal escrito ou na programação da TV.

Devemos perceber que o problema não está nas empresas de mídia apoiar ou não esse ou aquele candidato, mas em esconder ou fingir suas escolhas e intenções políticos para manipular o noticiário (e ainda dizer que não faz isso) e por fim, o cidadão – leitor, pois é isso que por decorrência ocorre na cobertura política. Ou seja, falta transparência na prática jornalística e empresarial dessas empresas de mídia. O leitor fica a mercê das intenções das mídias e seus comentaristas. Sua denúncia só aparecerá na TV ou rádio se for do interesse do dono. O que é muito triste.

Será que o leitor-ouvinte deve se submeter aos interesses desses grupos de mídia para ver suas denuncias e demandas ganhar publicidade? Isso não é um abuso? Onde está à transparência e a ética. Será que o leitor deve ficar sem ter acesso às informações que são relevantes segundo todos os demais veículos? Olhe que o slogan do Jornal Correio é “jornalismo com ética e paixão”. Parece que paixão sim, mas ética (no sentido elevado da palavra), não. Como se vê Helder Moura está mais defendendo o seu lado do que tentando comentar fatos com maior consciência critica.

Aí o leitor-cidadão fica no meio de jogo político entre empresários de mídia, políticos, partidos e não sabe como se situar. Se o leitor não for atendo, não tiver acesso a diversas mídias e não sair nas ruas, com certeza viveriam um preso num mundo de fantasias, pois lhe negaram algo. O leitor do sistema correio nem sabe que José Maranhão foi muito mal numa pesquisa de um dos instituo mais conhecidos, muito embora questionado, do País. E aí? Será que isso é liberdade de imprensa?


Nota do Blog: É uma pena que jornalistas profissionais e respeitados como Helder Moura tenham uma visão tão restrita das coisas. Dizer que a revistinha Veja é uma das publicações mais respeitadas do mundo!?!?! Só pode ser mau-caratismo ou ignorância disfuncional. Afirmar que Obama "declarou guerra" contra a Fox beira o alarmismo catastrófico causador de pânico quando na verdade o presidente americano apenas está dando à Fox o mesmo tratamento que tem sido dedicado a ele, ou seja, no mínimo, desrespeitoso.

Não sabe ou não quer dizer que o que está acontecendo com Obama é o mesmo que acontece com Lula e com os políticos da Paraíba inteira, é só dar uma olhada nos nossos "sistemas" de comunicação ou "redes" de comunicação da Paraíba.

A sociedade tem que acordar para essas manipulações midiáticas e começar a se informar pela internet, que é mais democrática, plural e aberta.


domingo, 18 de outubro de 2009

Maurício Burity fala sobre o Espaço Cultural, Centro de Convenções e seu pai, Dr. Tarcísio Burity

Gostei do programa Imprensado, tanto pelo formato, internet, como pelo entrevistado, Maurício Burity, que discorre sobre vários assuntos, do Espaço Cultural ao crime que seu pai sofreu.

Pescado do Blog do Tião Lucena


Programa Imprensado



quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Em defesa do serviço público


Outro dia publiquei aqui um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrando que o Brasiil tinha um número de servidores públicos muito menor que o da maioria dos paises, fossem os desenvolvidos, fossem os em desenvolvimento.
 
Hoje, O Globo publica matéria de página inteira, usando dados levantados pelo deputado tucano Arnaldo Madeira, onde se procura induzir o leitor a ver um inchaço no serviço público, A manipulação dos números é vergonhosa.
 

Primeiro, porque o número líquido de contratações -57 mil - tem mais da metade dele -29 mil - na área de educação, e basicamente a educação superior, onde foram criadas 12 novas universidades públicas e abertas dezenas de milhares de vagas. Funcionários para a área de saúde e agentes da previdência social, por exemplo, não parecem ser contratações supérfluas, mas em áreas onde o atendimento é péssimo, e a falta de pessoal é a maior razão disso.

Logo abaixo da manchete, o matéria diz que o governo abriu “26,1 mil(vagas) só este ano”,dando a isso uma conotação eleitoreira.  Ora, além de serem vagas por concurso, não contratações políticas, a média está exatamente no que o próprio jornal informa. De janeiro de 2003 a 2009 foram 160,1 mil vagas. Ou seja, absolutamente coerente com a média anual destes últimos anos.
 
Eu acho que, aliás, o governo está aquem do que seria necessário recompor e até ampliar o quadro de servidores. O que se faz é assustar com números que, num país como o Brasil, são necessáriamente grandes. Não há nada de anormal numa taxasde crescimento do número de servidores de 1,77% ao ano, se considerarmos que a população cresce mais depressa que isso e nosso serviço público ainda é deficiente.
 
Ou o que querem é uma política de sucateamento do serviço público, sem pessoal e remuneração que o façam funcionar minimamente bem?
 
Nota do Blog: o sucateamento do serviço público é a estratégia que os tucanos e demônios utilizam para defender o Estado mínimo e colocar nas mãos das empresas privadas (ou privatizadas) a prestação de serviços essencialmente públicos, como saúde, educação e segurança.

Ariano Suassuna é homenageado na PB

 

Eu, Marcinho e o mestre Ariano Suassuna em encontro casual num shopping de Brasília
 
O dramaturgo, romancista, poeta e artista Ariano Suassuna recebeu mais uma homenagem na tarde da sexta-feira (9), desta vez na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) e com um diferencial. Ariano recebeu a Comenda Cultural que leva seu nome. A homenagem foi fruto de um requerimento do vereador Ubiratan Pereira, o Bira (PSB).
 
Na sua justificativa, o vereador Bira aproveitou a homenagem e o que representa o dia 9 de outubro para ele e também homenageou in memorian o ex-presidente da Paraíba João Suassuna, pai do escritor, assassinado há exatos 79 anos, no Rio de Janeiro.
 
Antes disso, Bira disse que era uma honra para a Câmara Municipal de João Pessoa receber uma figura tão importante e poder prestar uma homenagem. O parlamentar fez um breve relato da vida de Ariano, desde o nascimento no Palácio da Redenção até o inicio de sua jornada cultural e nos dias atuais.
 
Ariano, na sua irreverência, que já se tornou uma de suas marcas, disse que não sabia descrever o sentimento da homenagem. “Eu fico até sem palavras. Quando perguntaram como era, eu disse: rapaz eu não sei não, parece que vou receber uma medalhar que leva meu nome, então sou eu homenageando eu”, disse.
 
O Coral da Câmara participou da sessão, cantando o Hino Nacional  e outras músicas regionais durante a sessão solene.
 
BIOGRAFIA
 
Ariano nasceu, na Cidade da Paraiba (hoje João Pessoa), Capital da Paraíba (Parahyba em ortografia arcaica), filho de Rita de Cássia Vilar e João Urbano Pessoa de Vasconcellos Suassuna (1886-1930) que cumpria o mandato de presidente do Estado (atualmente equivale ao cargo de governador). Este dia era dia de Corpus Christi, o que acabou por ocasionar a parada de uma procissão que parecia ocorrer devido ao dia de seu nascimento na frente do palácio do governo do Estado. Ariano viveu os primeiros anos de sua vida no Sítio Acauã, no sertão do estado da Paraíba.
 
Aos três anos de idade (1930), Ariano passou por um dos momentos mais complicados de sua vida com o assassinato de seu pai no Rio de Janeiro, por motivos políticos, durante a Revolução de 1930, o que obrigou sua mãe a levar toda a família a morar na cidade de Taperoá, no Cariri paraibano.
 
Ainda em Taperoá, Ariano teve conhecimento da morte do seu pai, que ocorreu dentro da cadeia de eventos que sucederam e estavam ligados à morte de João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, e, como produto destes acontecimentos, sua família precisou fazer várias peregrinações para diferentes cidades, a fim de fugir das represálias dos grupos políticos opositores ao seu falecido pai.
 
De 1933 a 1937, Ariano ainda em Taperoá, fez seus primeiros estudos e assistiu pela primeira vez a uma peça de mamulengos e a um desafio de viola, cujo caráter de “improvisação” seria uma das marcas registradas também da sua produção teatral."[Em 2002, Ariano Suassuna foi tema de enredo do Império Serrano, no carnaval carioca; em 2008, foi novamente tema de enredo, desta vez da escola de samba Mancha Verde no carnaval paulista.
 
Em 1942, ainda criança, Ariano Suassuna muda-se para cidade de Recife, no vizinho estado de Pernambuco, onde passou a residir definitivamente. Estudou o antigo ensino ginasial no renomado Colégio Americano Batista, e o antigo colegial (ensino médio), no tradicionalíssimo Ginásio Pernambucano e, posteriormente, no Colégio Oswaldo Cruz. Posteriormente, Ariano Suassuna concluiu seu estudo superior em Direito (1950), na célebre Faculdade de Direito do Recife, e em Filosofia (1964.)
 
De formação calvinista e posteriormente agnóstico, converteu-se ao catolicismo, o que viria a marcar definitivamente a sua obra.
 
Ariano Suassuna estreou seus dons literários precocemente no dia 7 de outubro de 1945, quando o seu poema 'Noturno' foi publicado em destaque no Jornal do Comercio do Recife.
 
Na Faculdade de Direito do Recife, conheceu Hermilo Borba Filho, com quem fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco. Em 1947, escreveu sua primeira peça, Uma mulher vestida de Sol. Em 1948, sua peça Cantam as harpas de Sião (ou O desertor de Princesa) foi montada pelo Teatro do Estudante de Pernambuco. Seguiram-se Auto de João da Cruz, de 1950, que recebeu o Prêmio Martins Pena, o aclamado Auto da Compadecida, de 1955, O Santo e a Porca - O Casamento Suspeitoso, de 1957, A Pena e a Lei, de 1959, A Farsa da Boa Preguiça, de 1960, e A Caseira e a Catarina, de 1961.
 
Entre 1951 e 1952, volta a Taperoá, para curar-se de uma doença pulmonar. Lá escreveu e montou Torturas de um coração. Em seguida, retorna a Recife, onde, até 1956, dedica-se à advocacia e ao teatro
 
Em 1955, Auto da Compadecida o projetou em todo o país. Em 1962, o crítico teatral Sábato Magaldi diria que a peça é "o texto mais popular do moderno teatro brasileiro". Sua obra mais conhecida, já foi montada exaustivamente por grupos de todo o país, além de ter sido adaptada para a televisão e para o cinema.
 
Em 1956, afasta-se da advocacia e se torna professor de Estética da Universidade Federal de Pernambuco, onde se aposentaria em 1994. Em 1976, defende sua tese de livre-docência, intitulada "A Onça castanha e a Ilha Brasil: uma reflexão sobre a cultura brasileira".
 
Ariano acredita que: “Você pode escrever sem erros ortográficos, mas ainda escrevendo com uma linguagem coloquial.”
Marcos Wéric