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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Chegou a hora de Reguffe

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Há muito tempo acompanho a política de Brasília. Posso garantir que Reguffe representa algo que está muito escasso pelas bandas de lá: ética.
Jovem, inteligente, honesto e amigo fiel. Pelo bem do povo do DF, é preciso que Reguffe seja Governador.



O PDT-DF está mais animado do que nunca com a candidatura do distrital José Antônio Reguffe ao Governo do Distrito Federal. Apesar de Reguffe ter aberto mão da disputa para deixar o partido confortável, o conforto pedetista agora vem exatamente do fato de ter um nome para a chapa majoritária. Desde a última sexta-feira (27), quando a Operação Caixa de Pandora, o partido tem fortalecido a ideia de candidatura própria. No sábado, várias reuniões informais praticamente colocaram a campanha de Reguffe nas ruas.

Dois pontos pesam muito a favor do distrital neste momento. O primeiro é que seu discurso de moralidade e ética, que o elegeu para a Câmara Legislativa como um dos distritais mais votados da Casa, combina perfeitamente com o desejo da população depois de todo esse escândalo envolvendo os poderes do Distrito Federal. O segundo é que, diante da crise governista, a candidatura própria do partido é a saída ideal para agradar pedetistas de todos as correntes.

Nos próximos dias, a legenda deve anunciar o desembarque oficial do GDF. A medida não seria decorrente diretamente da Operação Caixa de Pandora. Segundo pedetistas, a separação seria um processo natural com a candidatura própria, apenas antecipado pela crise.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Magistratura pede socorro

Magistratura pede socorro


Eliana Calmon


O Globo - 24/11/2009




Para a magistratura de carreira, o órgão maior do Poder Judiciário é o Superior Tribunal de Justiça. De formação eclética, dos 33 integrantes, 22 são de carreira e onze escolhidos dentre membros do Ministério Público e Advogados.



Às vagas da magistratura concorrem desembargadores federais ou estaduais, e para as vagas do Ministério Público e dos Advogados concorrem os seus representantes com mais de dez anos de atividade. As categorias têm formação distinta, e, na composição das turmas de julgamento, tem-se a preocupação de mesclar a formação, de modo a se manter equilíbrio.



Quando da elaboração da Constituição de 1988, pretendeu-se estabelecer, regra que consagrasse o equilíbrio, a exemplo da formação do Tribunal Superior do Trabalho; na escolha dos ministros daquela Corte, observa-se a origem dos magistrados.



Seja por atrofia política, seja por falta do necessário empenho dos órgãos representativos, o certo é que deixou de constar no texto constitucional a observância da gênese dos magistrados na composição do STJ.



A falta de texto escrito tem ensejado grave distorção na formação do "Tribunal da Cidadania". Como dos tribunais de justiça e dos tribunais federais participam representantes do quinto, a não observância da origem tem ensejado acesso desses ao STJ, concorrendo nas vagas dos desembargadores de carreira, porque, a partir da nomeação, estão aptos a alcançarem o tribunal superior, sem interstício algum. A prática desequilibra a formação eclética da Corte, porque esses magistrados, com os representantes da sua categoria, passam a figurar em número que tende a superar os magistrados de carreira.



No passado, a escolha dos desembargadores para comporem as listas de escolha ao STJ dava-se entre os que tinham realce na Corte, identificados como vocacionados, e para os desembargadores do quinto, o tempo era de, no mínimo, dez anos no tribunal.



Nos últimos anos, as escolhas passaram a obedecer a critérios outros, de tal forma que advogados recém chegados aos tribunais, com um ou dois anos de magistratura, passaram a concorrer às vagas do STJ, disputando com desembargadores com mais de vinte ou trinta anos de magistratura.



Além da quebra de paridade, a prática é de flagrante injustiça para com a magistratura, cujos integrantes a escolheram em tenra idade, prepararam-se, após se submeterem a concurso, viverem em longínquas cidades, padecerem com as dificuldades de escolha até ascenderem aos tribunais e, quando podem almejar o coroamento da carreira, enfrentam como concorrentes os colegas do quinto constitucional recém chegados — se juízes de carreira fossem, não estariam aptos a disputar sequer vaga nos tribunais inferiores.



A face mais perversa da disfunção aqui registrada está nas poucas chances de um magistrado de carreira, dentro do STJ, exercer as funções de direção da magistratura. Raros são os juízes de carreira que, como ministros, chegam à presidência, vice-presidência e corregedoria, entre outras funções exercidas pelos ministros mais antigos.



Os magistrados de carreira chegam ao STJ com bem mais idade do que os seus colegas do quinto, e, antes de chegarem à antiguidade necessária às funções de direção, são alcançados pela aposentadoria compulsória.



Tenho observado a absurda distorção, lamentando estar a magistratura sendo dirigida e conduzida quase que exclusivamente pelos advogados transformados em juízes pelo mecanismo constitucional do quinto. Tenho me indignado com a omissão dos órgãos representativos da magistratura. São incapazes de encetar uma eficiente defesa institucional em favor da magistratura imparcial e equilibrada.



Até aqui tenho mantido a discrição necessária ao exercício do meu mister, na esperança de ver corrigida a distorção.



Entretanto, chego à conclusão da necessidade de falar para que se possa ver o óbvio: as insensatas e injustas escolhas desestimulam, desprestigiam os juízes de carreira que, céticos quanto ao acesso, vão aos poucos se transformando em modestos servidores, sem a pujança que se espera de um agente político. A disfunção traz prejuízos institucionais irreversíveis, pela inserção de julgadores com pouca vivência e sem formação adequada em um tribunal eminentemente técnico como é o Superior Tribunal de Justiça. Calar faz-me parecer covardemente acomodada.



É preciso combater todas as práticas que possam macular a última das trincheiras de cidadania, o Judiciário.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A Vale foi terceirizada para a China

O da direita vende a preço de banana. O da esquerda toma de volta




Se fosse o Itamar, ele já tinha re-estatizado a Light, como fez com a Cemig. 

Clique aqui para ler como o Itamar tomou a Cemig de volta do Daniel Dantas e da “Rainha da Privatização”.

Se fosse o Itamar, já tinha re-estatizado a Telefonica de Espanha, que não faz os investimentos que diz que faz e presta o mais caro e ineficiente serviço de telefonia do mundo.

A BrOi não precisa re-estatizar porque re-estatizada foi.

Clique aqui para ler “A ‘BrOi’ é a P36 do Governo Lula”.

Resta saber se o BNDES vai continuar a botar dinheiro do trabalhador na BrOi e os empresários (?) privados vão sair de fininho, com o bolso cheio de dinheiro, como saíram o Grupo GP, o Citibank e o Daniel Dantas, o passador de bola apanhado no ato de passar bola, que, para sair da Brasil Telecom, levou um cala-a-boca de US$ 1 bilhão.

(A Vale foi terceirizada para a China. A Vale do Roger Agnelli tem um produto só e um comprador só: minério de ferro e a China. Ele é um gênio.)

Essa privatização do Farol de Alexandria seguirá a mesma trajetória do sino de 400 kg que o Serra deixou cair na Praça da Sé.

Se fosse o Itamar estatizava a CESP, antes que o Zé Pedágio dê ao Naji Nahas para vender.

Paulo Henrique Amorim

E aí, Dimitri?

Essa é para o meu amigo Dimitri, um dos últimos assinantes da Folha de San Paolo.


Dimenstein insulta leitores com mentiras e omissões

Sinto muito informá-lo, mas se você leva a sério Gilberto Dimenstein, como jornalista e como pessoa, você é ignorante e/ou desonesto.


Conforme diria o Bussunda, o problema não é ser um reacionário, é acumular o reacionarismo com a desonestidade. Gilberto Dimenstein MENTE, FALSIFICA, DISTORCE. É um capacho repugnante. Até o Serra deve desprezar esse Goebbels light.




O Lula, segundo Dimenstein, “pegou a inflação baixa” (inverídico: a meta de inflação do BC em 2002 era de 3,5% e a inflação foi de 12,5%).


Ainda segundo Dimenstein, Lula pegou “um país em rota de crescimento” (inverídico o PIB só entrou em rota de crescimento em 2004. 2002 foi 1,9% e 2003 0,5%, ou pelo novo método de calculo 2,7% e 1,1%. Passando em 2004 a 5,7%*).


“As bases do Bolsa-família em andamento” acrescenta o jornalista da Folha, Comparando três programas desconexos (a Bolsa Escola, Bolsa Alimentação e o Vale Gás) e de pouca abrangência, com o Bolsa-família -batizado de Bolsa-esmola pelos tucanos- que atingem 44 milhões de brasileiras e brasileiros.


Por último, vejam só “As finanças públicas tinham passado por medidas importantes como a lei de responsabilidade fiscal.”, certo. Aqui é o silêncio do jornalista é que grita sua parcialidade. Lula herdou o maior socorro jamais fornecido pelo FMI a um país em crise, com reembolsos pesados, uma dívida externa gigantesca (a dívida pública passou, de 30,2% do PIB, em 1994, para 55,9% do PIB, em 2002. A dívida interna aumentou de 30% para 60% do PIB**). Um país sem Reservas nenhuma e com balança comercial por anos deficitária. Juros estratosféricos (A média da taxa de juros real foi de 21,4%, no período de 1997 a 1999; de 15,8%, no período de 2000 a 2002**) e carga tributária escorchante (Em 1994, a carga tributária era de 28,6% do PIB; em 2002 ela estava 35,8%)**.


Finalmente, não sei o que é pior, se é essa reescritura da história, ou o insulto da afirmação que os que não pensam como Dimenstein, seriamos “desequilibrados”. Ou seja, a maioria dos brasileiros não estariam sendo equilibrados na rejeição à era FHC. Quanta pretensão e arrogância! Quanto desprezo pelo julgamento político da população.


Para Dimenstein Lula é hábil, sortudo, esperto. Sua inteligência, vejam vocês, é essencialmente ter continuado FHC. O “Farol de Alexandria” -dixit PHA- é a luz que balizou o caminho do barbudo.


Lula “é o cara” para o Brasil e o mundo. Mas o herói da história de Dimenstein, é FHC.


É o que ele chama de “equilíbrio”.



Luis Favre

Avisa a oposição que em 2010 só dá Dilma-Lula

Só faltou citar a Copa do Mundo no Brasil e as Olimpíadas Rio 2016
http://www.paulohenriqueamorim.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Quadro1.jpg

Tem mais no Conversa Afiada

O Irã sem propagandas



"Nós achamos que aqueles que estão à procura de armamentos nucleares são pessoas politicamente atrasadas. A era dos armamentos já acabou. Começou a era da humanidade, do pensamento: o poder dos povos é o pensamento e não os armamentos nucleares."

Mahmoud Ahmadinejad




 Lula e Ahmadinejad no Itamaraty

terça-feira, 24 de novembro de 2009

As urnas nada seguras do TSE




Os blogs do Luiz Nassif e de Paulo Henrique Amorim reproduzem uma ótima matéria do IDGNow! que mostra que o vencedor do “concurso de hackers” promovido pelo TSE, Sérgio Freitas da Silva,  um dos poucos independentes que havia ali, quebrou de fato o sigilo da votação, captando com a antena de um rádio de pilha os sinais eletromagnéticos emanados do teclado da urna. Apesar de dar o prêmio a Sérgio, o TSE disse que era impraticável quabrar o sigilo do voto daquela maneira, pois a antena teria de ser praticamente encostada na urna.

Infelizmente, não é assim. O que Sérgio fez - e ele mesmo avisou - não tem nada de novo ou secreto. No vídeo aí em cima, mostro como uma pequena antena, a um metro da urna, capta e faz ser “traduzido” em outro micro o que se digita em um teclado. Aqui, outro vídeo, mostra como uma antena mais potente pode fazer o mesmo de outra sala, separada por uma parede.

O teste foi feito pelos os pesquisadores Martin Vuagnoux e Sylvain Pasini para o Laboratório de Segurança e Criptografia de Lausanne e demonstrou ser eficiente até distâncias superiores a 20 metros.

O laboratório pertence à Ecole Polytechnique Fédérale de Lausanne . Se o Ministro Jobim, que proclama a invulnerabilidade dessa urna ou o TSE tiverem algum interesse, no site há endereço e telefone da Escola para eles perguntarem se é verdade. A escola é pública, não vai cobrar nada.

Agora, este método quebra o sigilo do voto, mas não pode fraudar. A fraude é nos programas. Mas estes não podem ser testados.