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domingo, 15 de maio de 2011

Ana Maria Braga: "vamos ser idiotas"

Seguindo o padrão Globo Homer Simpson já citado por William Bonner, agora é Ana Maria Braga quem propõe aos seus telespectadores: "vamos ser idiotas".. 

Precisa não Ana Maria, quem te assiste já é..


terça-feira, 10 de maio de 2011

The Mountain - Lindo demais

Agora, para aliviar o ambiente.. um ótimo vídeo feito por um fotógrafo norueguês.. belas imagens.

Kit Gay a ser distribuído nas escolas pelo MEC

Uma verdadeira apologia ao homossexualismo. Faço minha as palavras do 



escrevi anteriormente sobre o infeliz kit-gay, uma campanha do Ministério da Educação em conjunto com entidades GLS, que por trás de uma fachada anti-homofobia tenta imbutir em nossas crianças e jovens a noção de que ser gay, lesbica e bi-sexual é uma coisa perfeitamente normal, e ainda por cima, legal e que apenas trará vantagens.


Ontem, no facebook deste blog, recebi a dica de que o usuário do youtube  havia disponibilizado em sua integridade os três vídeos da série torpedo, em uma qualidade muito melhor que havia sido publicado anteriormente (qualidade de vídeo, obviamente).

Agora se você já estava  indignado com o vídeo do traveca-teen "Bianca", os dois novos vídeos deixarão qualquer pessoa com um mínimo de moral de cabelo em
pé.

probabilidade_kit-gayEm um dos vídeos, entitulado "Probabilidade", mostra como um rapaz que deixou a namorada em outra cidade, descobre que estava apaixonado por um novo amiguinho, colega de um amigo seu homosexual da escola. Após ficar confuso, chega a conclusão que é bi-sexual e que agora que ele gosta dos dois sexos ele terá 50% mais chances de achar alguém "legal". Pelo visto os produtores destas peças de horror precisam voltar as aulas de matemática...

E ainda têm a afronta de dizer que andar muito com gays não influencia na sua escolha sexual. O filmete criado pelos próprios homossexuais desmente as colocações dos defensores do homossexualismo. Caíram em pesada contradição, ou seja, mentem descaradamente.

Tem ainda o curta "Torpedo", onde duas meninas lésbicas resolvem "enfrentar a barra" do preconceito na escola depois que fotos românticas das duas cai na internet.

Não falarei mais nada, assistam estes vídeos por si próprios e comentem se vocês acham que estes vídeos são apropriados para crianças e jovens que ainda estão formando sua personalidade.


Encontrando Bianca



Probabilidade


Torpedo


Se quiser ir mais além e saber os detalhes de como esta campanha foi instituída, leia abaixo a transcrição da sessão do Congresso Nacional.:

NT-Seminário-Escola-Sem-Homofobia-KIT-GAY-23.11.10

Eu não sou contra os/as homossexuais, nem apregôo nenhum tipo de discriminação ou violência. Mas o que está sendo feito nesta campanha é colocar uma "pulga atrás da orelha" de crianças e jovens que poderão querer experimentar o homosexualismo para "ver como é" e possivelmente ficar com sequelas psicológicos para o resto de suas vidas.


Participe também de nossa discussão sobre este assunto no Fórum Anti Nova Ordem Mundial

domingo, 1 de maio de 2011

Luciano Huck-2014 !


Ronald Reagan, relações públicas



Schwazenegger, Conan, o Bárbaro



Donald Trump e imitador






Vasco é navegante de longo curso e acaba de aportar com sua precária embarcação em Annapolis, porto de Maryland, nos Estados Unidos.

De lá, acompanha a frenética campanha de Donald Trump a presidente americano, pelo Partido Republicano.

Como se sabe, Trump é herdeiro de família da construção civil de Nova York.

Já quebrou várias vezes, inclusive quando teve que entregar o famoso Hotel Plaza, em Nova York, aos bancos credores.

É dono de cassinos e apresentador do “Aprendiz”, na televisão.

O humorista de televisão Johnny Carson (que o Jô insiste em dizer que copia) dizia que, numa espaçonave, só é possível distinguir duas obras do ser humano: a muralha da China e o topete do Donald Trump.

Hoje, Trump concentrou sua campanha em demonstrar que Barack Obama não nasceu em território americano.

O que obrigou o presidente a exibir a certidão de nascimento expedida pelas autoridades do Estado do Havaí.

Vasco está impressionado.

Como Trump ousa ser candidato a Presidente ?

- Eu é que te pergunto, Vasco: como esse cara acha que pode ser presidente ?

- Parece uma maluquice, mas faz sentido.

- Não, não faz. Ele não é nada. Ele é só aquele bordão “você está … demitido !”, disse o ansioso blogueiro.

- Mas, esse é um bom motivo: ele é uma estrela da televisão.

- E daí nasce um Presidente da República ?

- Claro !

- Como, claro ?

- Ronald Reagan não foi presidente da República ?

- É …

- O que ele era ? Nada. Um ator medíocre e relações públicas da GE. Mais nada.

- É, você tem razão. Ele tinha uma cara na telinha, as pessoas conheciam ele.

- Quer ver outro exemplo ?

- Qual ?

- O Schwarzenegger. Ele não foi governador da Califórnia ?

- Um desastre …

- Mas foi, não interessa.

- Mas, o que o Schwarzenegger, o Reagan e o Trump têm além da presença na telinha ?

- Primeiro, eles são todos do lado de lá, da direita.

- E daí ?

- E os conservadores não precisam de ideologia. Basta bater na esquerda. No Obama. Não vê o Fernando Henrique ?

- O que tem o Fernando Henrique ?

- Ele, o Cerra e o Aécio – eles não têm consistência nenhuma, é um vácuo por centro. Basta bater no PT.

- Também, meu querido, com o Delubio, até cego bate no PT …

- Pêra aí, você está mudando de assunto.

- Tá certo. O que mais o Schwarzenegger, o Trump e o Reagan têm ?

- Eles estão sozinhos na faixa da direita. Não têm rivais do mesmo lado, dos conservadores, entendeu ?

- É, parece que os Republicanos americanos são um deserto de homens e idéias…

- E tem mais, diz o Vasco, enquanto abate a sexta Budweiser. Tem grana do lado deles.

- Ah !, isso sim ! Grana é o que não falta do lado direito.

- Então, meu filho, é por isso que o Luciano Huck vai ser o candidato do PSDB a presidente da República !

- O que, Vasco ? Você ficou maluco ? É esse furacão aí dos Estados Unidos que virou a tua cabeça ?

- Meu filho, preste a atenção.

- Presto.

- O Luciano Huck não tem presença na telinha ?

- Tem.

- Ele não é bom menino, o pai de família, o marido exemplar, o pai devotado ?

- É ele é o “nice guy”

- Ele não é o empreendedor, o self-made man, o jovem rico paulistano ?

- Sem dúvida ! Um herói do Fasano !

- Ele não corre pela pista da direita ?

- Corre.

- Vai faltar grana para o Luciano Huck ?

- O que é isso, Vasco ? Só com a grana dos patrocinadores dele hoje dá prá eleger cinco Presidentes !

- Então, meu filho … Quer mais ?

- Como assim ?

- Quer outro argumento ?

- Precisa ? Você já me convenceu, Vasco.

- E tem alguém correndo contra ele ? Tem rival na pista da direita ?

- Bom, aí, Vasco, você se deu mal. Tem o Cerra, tem o Aécio e tem o Fernando Henrique, que tá doido para levar uma surra do Nunca Dntes.

- Pêra aí, meu filho. Cerra e Aécio ?

– Sim, os dois querem !

- Primeiro, o Aécio QUERIA ! Esse naufragou em Chappaquiddick, que fica aqui perto, e se afogou com o Ted Kennedy – http://en.wikipedia.org/wiki/Chappaquiddick_incident . Se tudo der certo e ele chegar à maioridade será sempre um senador.

- Mas, Vasco, você se esquece do Padim Pade Cerra. Ainda mais agora, com a Beatificação-Canguru do Papa João Paulo II …

- Por falar nisso, será que o Cerra está no Vaticano hoje, para assistir à beatificação … como é que você disse? … Beatificação-Canguru ?

- Deve estar lá, com a imagem de Nossa Senhora da Aparecida nos braços.

- Meu filho, diz o Vasco, o Cerra já era.

- O que é isso, Vasco, ele é um campeão de popularidade, de simpatia, de carisma. Ele tem o Papa, o aborto e a Chevron. E Partido dele é massa !

- Meu filho, até ele explicar que o Daniel Dantas das reportagens da Época é o Daniel Dantas, o ator, meu filho, até lá …

- Mas o PiG (*) não dá bola para o Daniel Dantas …

- Não tem importância. Se o PiG (*) ganhasse eleição, o Dantas e o Cerra não te processavam.

- É, pode ser.

- Meu filho, está escrito nas estrelas.

- O que ?

- Luciano Huck – 2014, pela vitoriosa coligação PiG, PRP, PSDB, TFP, DEMO, PPS, Arena, PFL, Tea Party, Ação Integralista, Partido Nacional Socialista Alemão, e PSD do Kassab.

- Imbatível !

Pano rápido !

Dilma retalia OEA por Belo Monte e suspende recursos

País deixará Comissão de Direitos Humanos e não vai repassar US$ 800 mil em resposta a pedido de suspensão de obras Brasil já havia suspendido indicação de Paulo Vanucchi para comissão e convocado representante na OEA 
NATUZA NERY DE BRASÍLIA

O governo brasileiro decidiu jogar duro com a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos): deixará o órgão a partir de 2012 e suspendeu, por ordem presidente Dilma Rousseff, o repasse de verba à entidade previsto para este ano, de US$ 800 mil.

A reação do Brasil veio após a comissão pedir, em abril, a interrupção das obras de Belo Monte. O órgão alegou irregularidades no processo de licenciamento ambiental da hidrelétrica de Belo Monte, atendendo a uma medida cautelar de entidades indígenas que questionaram o empreendimento.

Como reação à época, a diplomacia brasileira usou termos fortes e pouco usuais. Chamou a decisão de "precipitada e injustificável" e alegou não ter tido tempo suficiente para se defender.

Irritada com o que considerou interferência indevida, Dilma quis mostrar um posicionamento ainda mais duro: convocou de volta ao país o representante do Brasil na OEA, embaixador Ruy Casaes. Ele, até agora, ainda não recebeu autorização para retomar seu posto em Washington, tampouco sabe quando o terá.

A comissão integra o sistema interamericano de direitos humanos nas Américas. Embora ligada à OEA, é um órgão formalmente independente; não representa países, embora a indicação venha deles. Seus sete membros, entre eles o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, são eleitos por assembleia-geral.

O Brasil havia apresentado o nome de Paulo Vanucchi, ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos no governo Lula, para substituir Pinheiro a partir de janeiro de 2012. A indicação, porém, acabou suspensa em caráter irrevogável.

A relação pode piorar ainda mais. Isso porque a comissão passou a analisar uma nova reclamação de ONGs, que contestam obras no Rio para a Copa-2014 e Olimpíada-2016, eventos caros a Dilma. Quando soube do novo processo, Dilma mandou um recado às lideranças do órgão: se isso for levado adiante, levará o caso à própria OEA, dando contornos de crise real ao caso.

No caso de Belo Monte, o Brasil argumenta que a CIDH concedeu apenas 28 dias para que o governo se explicasse, quando o prazo médio de solicitações semelhantes supera a marca de 100 dias.

Nessa semana, o governo enviou à entidade um relatório de 52 páginas explicando sua atuação no empreendimento junto às comunidades locais. Disse ter ouvido as comunidades indígenas da região e que está atento aos efeitos sociais e ambientais da iniciativa.

Filme "A origem": Nolan cai sobre o fascínio das neurociências

Apesar da embalagem gnóstica (questionamentos sobre a natureza do real, os sonhos como um mundo paralelo, e personagem feminino que exorta o protagonista a despertar do sono da realidade) "A Origem" (Inception, 2010) de Christopher Nolan é extremamente reacionário ao fazer a apologia da engenharia do espírito das neurociências. O simbolismo dos sonhos substituído pela cartografia invasiva da mente.

É sabido que nos EUA a Psicanálise freudiana não goza de credibilidade científica. Conceitos como psiquismo e inconsciente são ignorados por não serem científicos, sem comprovação empírica. Discutir os sonhos e desejos humanos a partir da sexualidade e das relações infantis com a boca e excrementos é bizarro demais para o puritanismo norte-americano.

A cultura norte-americana é mais prática: se Freud pretendia analisar o simbolismo dos sonhos, o imaginário tecnológico atual pretende fazer uma cartografia e topologia dos sonhos. Muito mais prático, como bem comprovam as neurociências e o neuromarketing. Símbolos são filosóficos demais, enquanto uma cartografia e uma topologia é muito mais eficaz para apontar caminhos para inserir ideias nas mentes.

“A Origem” (Inception, 2010) comprova essa agenda tecnológica. Embora a narrativa do filme ocorra nos sonhos, nenhuma vez ouvimos a palavra inconsciente. Ela é substituída pelo genérico conceito de subconsciente, expondo essa matriz do pragmatismo neurocientífico.

Embora a princípio "A Origem" pareça ser um filme gnóstico, esotérico ou “filosófico”, tal como “Matrix”, ele tem um profundo sentido pragmático: a exploração do último refúgio do indivíduo (a mente, os sonhos) no invasivo mundo atual dos interesses corporativos (marketing, publicidade, fusões, aquisições etc.).

Embalagem Gnóstica

A narrativa de “A Origem” utiliza muitos elementos e tiradas dos filmes gnósticos, atribuindo uma roupagem “séria” à estória, dando a entender ao público que estamos diante de profundos insigths filosóficos. Por exemplo, quando os protagonistas vão para Mombasa recrutar um farmacêutico especialista em drogas pesadas para auxilia-los na missão, encontram em um porão dezenas de pessoas adormecidas. Elas vão para lá diariamente para viverem seus sonhos como uma realidade paralela. “Elas vêm aqui não para dormir, mas para despertar”, diz o responsável pelo local. Evidente tirada gnóstica que lembra as questões do personagem Morpheus no filme “Matrix”. Mas os protagonistas estão naquela farmácia de manipulação menos para discutir a natureza filosófica ou místicas dos sonhos, mas para usar pragmaticamente as drogas para resolver os problemas corporativos do cliente de Cobb (Leonardo Di Caprio).

Ou ainda a personagem Mal, a falecida esposa de Cobb. Aparentemente ela representa o personagem mítico gnóstico de Sophia, ao alertar Cobb sobre a natureza fictícia da realidade, apelando para que seu marido desperte. No sonho está a realidade e a realidade é uma ilusão! Ela constantemente fala para Cobb “retornar para casa” com ela, ou seja, retornar a uma origem idílica perdida durante o sono da realidade. Ela fala para Cobb: “você não se sente atormentado, perseguido pelo mundo por empresas anônimas?” Uau! Parece até que estamos diante das tramas gnósticas de Philip K. Dick! A personagem feminina que vai conduzir o protagonista para o despertar, como no filme O Pagamento (Paycheck, 2003).

Puro engano. Mal não passa de projeção do subconsciente de Cobb, originado pelo sentimento de culpa pela morte da esposa. Tal como nas terapias baseadas em neurociências (PNL, Cientologia etc), ele apenas quer deletar a culpa da sua consciência. Toda a aventura dos protagonistas nos diversos níveis dos sonhos em inserir (inception) a semente de uma ideia na mente de uma pessoa por interesses corporativos, servirá apenas para resolver os problemas de Cobb com sua consciência: deletar a projeção subconsciente da culpa.

O Reacionarismo de "A Origem"

Por isso, “A Origem” é um filme extremamente reacionário. Comparado com filmes como “Brilho Eterno de uma Mente Sem lembranças” (Eternal Sunshine of the Spotless Mind, 2004), O Pagamento (Paychek, 2003) e Vanilla Sky (Vanilla Sky, 2001), “A Origem” glorifica as tecnologias neurocientíficas que querem basear a felicidade no esquecimento. Se nos filmes gnósticos há a denúncia da secreta aliança da tecnologia servir aos interesses que nos aprisionam a uma realidade por meio do esquecimento, em “A Origem” temos a apologia da eficácia das tecnociências.

Se em “Brilho Eterno”, “O Pagamento” e “Vanilla Sky”, os personagens femininos Clementine, Rachel e Sofia são peças-chave para o despertar (a gnose) do protagonista, em “A Origem” a parsonagem Mal é a mera projeção subconsciente da culpa. Com a mesma tecnologia que serve os interesses corporativos, ele “cura” a si mesmo eliminando a culpa dos seus sonhos.

Isso é surpreendente, já que Christopher Nolan vem de autênticos filmes de questionamentos gnósticos da realidade como “Amnésia” (Memento, 2000) e “O Grande Truque” (The Prestige, 2006 com a participação do gnóstico pop David Bowie como o misterioso cientista NiKolas Tesla).

Se em "Brilho Eterno" toda a tecnologia que quer manipular os sonhos e memórias cai diante da irrupção do insconsciente como a única resistência que o indivíduo ainda possui para enfrentar os interesses corporativos, em “A Origem” isso desaparece para dar lugar a um subconsciente que aparece como mera disfunção ou obstáculo para a aventura dos protagonistas.

Se em “Vanilla Sky” e “Brilho Eterno” as tecnologias da engenharia do espírito (neurociências) são tematizadas criticamente ao ponto da ironia e ridicularização, em “A Origem” elas são enaltecidas (as engenhosas descrições da utilização das arquiteturas impossíveis de Escher nos sonhos – paradoxos, loopings etc.) e vendidas ao espectador como instrumentos para a felicidade de uma vida sem culpas.

Para a psicanálise freudiana a questão sonho é simbólica, isto é, o conhecimento das chaves que abrem as portas para resgatarmos aquilo que nos foi esquecido pelos mecanismos represssivos da realidade. Mas para as neurociência o sonho é uma simples questão de cartografia e topografia: um mapa de associações mentais para mais facilmente deletarmos as disfunções que nos incomodam.

Assim como no neuromarketing onde colocam-se eletrodos na cabeça de um consumidor prototípico para mapearmos as reações mentais diante de peças publicitárias.

Por que esse retrocesso em Christopher Nolan? Em “Amnésia” ele nos apresentou brilhantes e gnósticos insigths sobre a natureza da percepção, memória e realidade e em “O Grande Truque” um brilhante cenário das origens da tecnologia moderna num ambiente histórico (virada de séculos XIX-XX) onde ciência, misticismo e magia se confundiam. Talvez Nolan tenha se rendido ao fascínio pelas neurociências que, afinal, oferecem um modelo simplificado, visual (cinematográfico) e muito mais pragmático do que as complicadas interpretações simbólicas. Projeções subconscientes com armas na mão e o inconsciente traduzido como cofres dentro do qual guardamos nossos segredos e depois jogamos fora a combinação são imagens muito mais convincentes e compreensíveis. “A Origem”, assim como as neurociências, não quer descobrir a combinção, mas apenas destruir o cofre.

Portanto, o filme apresenta uma aparência gnóstica por supostamente ter profundos questionamentos filosóficos ou existenciais sobre a natureza da realidade. A brilhante e complexa narrativa (marca dos filmes de Nolan) de sonhos dentro de sonhos e o final ambíguo (que leva o espectador a questionar o próprio ponto de partida do filme – onde termina o sonho e começa a realidade?), marca da ironia narrativa dos filmes gnósticos, estão em “A Origem” como uma embalagem atraente para seduzir públicos “cabeças”. Mas o seu interior é extremamente reacionário e sintonizado com a agenda tecnognóstica da glorificação das engenharias do espírito.

Ficha Técnica:
  • Título: A Origem (Inception)
  • Diretor: Christopher Nolan
  • Roteiro: Christopher Nolan
  • Ano: 2010
  • Elenco: Leonardo Di Caprio, Joseph Gordon-Levitt, Ellen Page, Tom Hardy.
  • Produção e Distribuição: Warner Bros.
  • País: EUA
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Técnicas para a maniulação da opinião pública

Extraído do Blog do Luis Nassif



1- A estratégia da diversão

Elemento primordial do controle social, a estratégia da diversão consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, graças a um dilúvio contínuo de distrações e informações insignificantes.

A estratégia da diversão é igualmente indispensável para impedir o público de se interessar pelos conhecimentos essenciais nos domínios da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética.

"Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por assuntos sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar, voltado para a manjedoura com os outros animais" (extraído de "Armas silenciosas para guerras tranquilas").

2- Criar problemas, depois oferecer soluções

Este método também é denominado "problema-reação-solução". Primeiro cria-se um problema, uma "situação" destinada a suscitar uma certa reação do público, a fim de que seja ele próprio a exigir as medidas que se deseja fazê-lo aceitar. Exemplo: deixar desenvolver-se a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público passe a reivindicar leis de segurança em detrimento da liberdade. Ou ainda: criar uma crise econômica para fazer como um mal necessário o recuo dos direitos sociais e desmantelamento dos serviços públicos.

3- A estratégia do alongamento

Para fazer aceitar uma medida inaceitável, basta aplicá-la progressivamente, de forma gradual, ao longo de 10 anos. Foi deste modo que condições sócio-económicas radicalmente novas foram impostas durante os anos 1980 e 1990. Desemprego maciço, precariedade, flexibilidade, deslocalizações, salários que já não asseguram um rendimento decente, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se houvessem sido aplicadas brutalmente.

4- A estratégia do diferimento

Outro modo de fazer aceitar uma decisão impopular é apresentá-la como "dolorosa mas necessária", obtendo o acordo do público no presente para uma aplicação no futuro. É sempre mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro porque a dor não será sofrida de repente. A seguir, porque o público tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhor amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Finalmente, porque isto dá tempo ao público para se habituar à ideia da mudança e aceitá-la com resignação quando chegar o momento.

Exemplo recente: a passagem ao Euro e a perda da soberania monetária e econômica foram aceitas pelos países europeus em 1994-95 para uma aplicação em 2001. Outro exemplo: os acordos multilaterais do FTAA (Free Trade Agreement of the Americas) que os EUA impuseram em 2001 aos países do continente americano ainda reticentes, concedendo uma aplicação diferida para 2005.

5- Dirigir-se ao público como se fossem crianças pequenas

A maior parte da publicidade destinada ao grande público utiliza um discurso, argumentos, personagens e um tom particularmente infantilizadores, como se o espectador fosse uma criança pequena ou um débil mental. Exemplo típico: a campanha da TV francesa pela passagem ao Euro ("os dias euro"). Quanto mais se procura enganar o espectador, mais se adota um tom infantilizante. Por quê?

"Se se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos de idade, então, devido à sugestibilidade, ela terá, com uma certa probabilidade, uma resposta ou uma reação tão destituída de sentido crítico como aquela de uma pessoa de 12 anos". (cf. "Armas silenciosas para guerra tranquilas" )

6- Apelar antes ao emocional do que à reflexão

Apelar ao emocional é uma técnica clássica para curtocircuitar a análise racional e, portanto, o sentido crítico dos indivíduos. Além disso, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para ali implantar ideias, desejos, medos, impulsos ou comportamentos...

7- Manter o público na ignorância e no disparate

Atuar de modo a que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para o seu controle e a sua escravidão.

"A qualidade da educação dada às classes inferiores deve ser da espécie mais pobre, de tal modo que o fosso da ignorância que isola as classes inferiores das classes superiores seja e permaneça incompreensível pelas classes inferiores". (cf. "Armas silenciosas para guerra tranquilas" )

8- Encorajar o público a comprazer-se na mediocridade

Encorajar o público a considerar "natural" o fato de ser idiota, vulgar e inculto...

9- Substituir a revolta pela culpabilidade

Fazer crer ao indivíduo que ele é o único responsável pela sua infelicidade, devido à insuficiência da sua inteligência, das suas capacidades ou dos seus esforços. Assim, ao invés de se revoltar contra o sistema econômico, o indivíduo se auto-desvaloriza e auto-culpabiliza, o que engendra um estado depressivo que tem como um dos efeitos a inibição da ação. E sem ação, não há alteração!...

10- Conhecer os indivíduos melhor do que eles se conhecem a si próprios

No decurso dos últimos 50 anos, os progressos fulgurantes da ciência cavaram um fosso crescente entre os conhecimentos do público e aqueles possuídos e utilizados pelas elites dirigentes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" chegou a um conhecimento avançado do ser humano, tanto física como psicologicamente. O sistema chegou a conhecer melhor o indivíduo médio do que este se conhece a si próprio. Isto significa que na maioria dos casos o sistema detém um maior controle e um maior poder sobre os indivíduos do que os próprios indivíduos.

Fonte: http://perso.wanadoo.fr/metasystems/Manipulations.html
Extraido de: http://resistir.info/varios/manipulacao.html