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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Cop 15 Brasil dá aula de estratégia

United Nations - Climate Change Conference - Dec 07 - Dec 18 2009




Dilma e Lula dão aula de estratégia sobre negociações de estado em Copenhague.

Enquanto Serra procura celebridades de Hollywood para sair na foto em capas de jornais, e Marina Silva procura gestos simbólicos para agradar ONG's internacionais, Lula e Dilma fazem um jogo de mestre.

Dilma e Lula dizem que vão contribuir com US$ 5 bilhões para países pobres. Mas de que forma é essa contribuição?

Não é dando um cheque em branco para países ricos decidirem o que fazer com ele, como sugeriram Marina Silva (PV/AC) e José Serra (PSDB/SP).

É através de transferência de tecnologia para produção de etanol a países pobres, onde normalmente haveria cobrança de royalties.

Dessa forma o Brasil atinge 4 objetivos:

1) melhoria ambiental em si, com redução das emissões de gas-estufa, substituindo parte do petróleo por biocombustíveis;

2) coloca os países ricos em uma "sinuca de bico", para manterem seu protecionismo agrícola contra o etanol produzido nos países pobres;

3) ajuda a economia dos países pobres a se desenvolverem;

4) desenvolve a economia da indústria brasileira de equipamentos na cadeia produtiva do etanol;

É importante observar o objetivo 4 acima. O Brasil não está apenas sendo bonzinho com os países pobres, ao renunciar a royalties de tecnologia, e ainda ajudar outros países a serem "concorrentes" na venda de etanol. Está sendo humanitário também, mas não apenas. Os alvos do Brasil são:

- o objetivo brasileiro não é vender apenas a "commodity" etanol. É sobretudo liderar a indústria de equipamentos para produção de biocombustíveis e exportar estes equipamentos e serviços tecnológicos. Da mesma forma que o pré-sal não quer apenas vender petróleo, mas desenvolver a produção de equipamentos da indústria petrolífera no Brasil.

- Não adianta querer cobrar royalties de países pobres que não tem dinheiro para pagar. É mais inteligente ajudar esses países a enriquecerem, vendendo para países ricos e ganhando dinheiro destes países, para depois terem dinheiro para pagar por tecnologia brasileira.

- Se a produção de etanol não for diversificada entre vários países do mundo, ele não se viabiliza como commodity internacional. O quase monopólio de um país como o Brasil produzindo etanol, daria poderes demais ao Brasil de definir preços e restringir a oferta, causando insegurança aos países compradores. Isso incentivaria o protecionismo, como acontece nos EUA com o subsídio ao etanol ineficiente do milho, por razões de segurança energética.

Dilma e Lula em vez de dar um cheque aos países ricos, caminham para dar outro tipo de XEQUE, um xeque-mate.

Fonte: Amigos do Presidente Lula

4 comentários:

  1. Como brasileira reçonheço e me orgulho da competencia dessa dupla, quando na Conferência das Nações Unidas, com uma visão humanitária, atual e futurista, se dispõe a ajudar os países probres com nada menos do que US$5 bilhoes, com um jogo de mestre (como diz o Blogueiro), cujos objetivos se transformam, forma tão inteligente, num Big Investimento.

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  2. lula é um genio só a editora abril não sabe disso

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  3. vregonha essa moça da bandeirantes estar usufruindo de mordomias e a rede bandeirantes se cala ela deve ser filha do dono da bandeirantes

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  4. Eealmente, Marizete, a forma pretendida pelo governo brasileiro de ajudar os países pobres se torna uma ótima oportunidade de novos negócios e novos mercados.
    E Florêncio, de fato, Dilma, Minc e a equipe do presidente Lula são geniais ..

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