Um "blog sujo" desde 2 de setembro de 2009.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Le Monde elege Lula como o Homem do Ano 2009


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Gilles Lapouge, o veterano correspondente do Estado de S. Paulo em Paris, comenta no jornal paulista desta sexta-feira (25) a escolha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como 'personalidade do ano 2009' pelo jornnal Le Monde, que considera "o melhor periódico da França". Lapouge conclui, olhando a foto de Lula na capa do Monde, que a Providência desta vez "acertou em cheio", pois "valeu a pena". Veja o artigo.


O jornal Le Monde é o melhor periódico da França. Uma referência internacional. Na véspera do Natal, parte da sua primeira página foi ocupada por uma figura sorridente, simpática, simples - o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Este ano, com efeito, e pela primeira vez, o Le Monde nomeou o brasileiro "personalidade do ano", como faz na América Latina o Times.

O diretor do jornal explicou as razões. "Barack Obama? Ele merecia essa indicação no ano passado, mais do que este ano. Putin? Ou Mahmoud Ahmadinejad? Não, Le Monde pretende ser um jornal de reconstrução e de esperança. Na linha do "positivismo de Auguste Comte", ele toma o partido dos "homens de boa vontade".

Um retrato de Lula foi feito pelo correspondente do jornal no Brasil, Jean-Pierre Langellier. O fio condutor? O Brasil, que há tanto tempo tinha o rótulo interessante, mas deprimente de "país do futuro", encontrou finalmente o seu futuro. "Como um gigante por muito tempo adormecido, ele acorda, se endireita, se estica, descobre os seus músculos e olha longe, para além da sua própria imensidão, para o mundo, que aspira ser um dos principais protagonistas".

No texto, ele ressalta a espontaneidade do presidente. "Sua autoridade natural, seu carisma, seu humor despertam simpatia e respeito. Tão à vontade nas favelas quanto nas sessões de foto na primeira fila ao lado de chefes de Estado seus pares, Lula é popular aqui e lá".

Jean-Pierre Langellier destaca também a impressão que Lula provocou em outro homem fascinante, Barack Obama. Lula foi o primeiro dirigente americano a ir à Casa Branca e Obama recebeu-o, dizendo "ele é o cara". Mais adiante, acrescenta que "Lula foi o seu próprio herói. À força da inteligência, coragem e obstinação, ele se forjou um destino improvável que é um exemplo para os mais humildes".

Langellier fala dos discursos de Lula. "Sua trajetória fora do comum é confirmada por suas palavras. Quando ele evoca o destino dos camponeses do Nordeste obrigados a beber água suja do rio, ou a epopeia dos migrantes, desenraizados como ele e que se tornaram metalúrgicos na periferia de São Paulo, sua palavra é legítima". Mesmos nos raros momentos em que Lula se autoriza ser mais vulgar, sua palavra ainda assim tem algum peso. Como quando disse "quero tirar o povo da merda onde ele se encontra".

E Langellier continua com um desfile de sucessos e triunfos do Brasil, por exemplo em matéria econômica, mas insiste sobretudo na dimensão internacional que Lula quis, obstinadamente, se dar.

Há muito tempo, Lula declarou: "Quero mudar a geografia política e econômica do mundo. O Brasil não pode ficar sentado na cadeira esperando ser descoberto".

E seguem algumas etapas dessa subida do Brasil para as grandes cúpulas. A elevação do G-20, do qual Lula é um membro ativo, à condição de diretório informal da economia mundial e, depois, essa chacota de Lula: "Gostaria de passar à posteridade como o primeiro presidente brasileiro que deu dinheiro ao FMI. Emprestar para o FMI não é chique?". Em 2009, o Brasil emprestou US$ 1,3 bilhão ao Fundo Monetário Internacional.

Quando terminamos de ler o longo artigo de Langellier, voltamos à primeira página. E olhamos longamente a foto do presidente brasileiro.

E nos dizemos que a Providência ou o destino dos povos, tão cega, tão mal inspirada ou tão frívola no geral, desta vez acertou em cheio. Uma figura simpática como essa, realmente vale a pena.





2010: Brasil, uma nova China



Certamente, o Brasil já recebeu a sua parte justa do hype de investidores internacionais, dos economistas do desenvolvimento e do Comité Olímpico Internacional, que escolheu o Rio de Janeiro para os Jogos de 2016.

Mas à medida que 2010 se desenrola, a distância entre o Brasil e o restante dos BRICs só vai crescer. A Rússia há muito tempo desistiu da corrida, como as geladas e autoritárias tendências de Putin tornaram-se mais aparentes, assustando o dinheiro estrangeiro. A Índia ainda está crescendo fortemente, mas o país está preso em uma região instável com ameaças de todos os lados. A China, é claro, ainda é o deleite dos endinheirados internacionais, mas uma série de riscos — uma bolha imobiliária ou acionária, conflitos étnicos, uma catástrofe ambiental — pairam no horizonte.

Para o Brasil, tudo se passa de modo mais favorável. A economia vai crescer 8 por cento em 2010. Explorar a nova descoberta petrolífera em sua costa — a maior do Hemisfério Ocidental em três décadas — vai criar empregos para os brasileiros e trazer riquezas para o governo. (Essa descoberta irá também solidificar a invejável independência energética do Brasil.) Novos projetos de infra-estrutura estão em desenvolvimento à medida em que o país se prepara para os Jogos Olímpicos de 2016. A eleição presidencial do próximo ano provavelmente será um tédio, mas isso apenas porque é difícil ofuscar o próprio Brasil hoje em dia.

Tradução: Wu Ming no Conversa Afiada



sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Cop 15 Brasil dá aula de estratégia

United Nations - Climate Change Conference - Dec 07 - Dec 18 2009




Dilma e Lula dão aula de estratégia sobre negociações de estado em Copenhague.

Enquanto Serra procura celebridades de Hollywood para sair na foto em capas de jornais, e Marina Silva procura gestos simbólicos para agradar ONG's internacionais, Lula e Dilma fazem um jogo de mestre.

Dilma e Lula dizem que vão contribuir com US$ 5 bilhões para países pobres. Mas de que forma é essa contribuição?

Não é dando um cheque em branco para países ricos decidirem o que fazer com ele, como sugeriram Marina Silva (PV/AC) e José Serra (PSDB/SP).

É através de transferência de tecnologia para produção de etanol a países pobres, onde normalmente haveria cobrança de royalties.

Dessa forma o Brasil atinge 4 objetivos:

1) melhoria ambiental em si, com redução das emissões de gas-estufa, substituindo parte do petróleo por biocombustíveis;

2) coloca os países ricos em uma "sinuca de bico", para manterem seu protecionismo agrícola contra o etanol produzido nos países pobres;

3) ajuda a economia dos países pobres a se desenvolverem;

4) desenvolve a economia da indústria brasileira de equipamentos na cadeia produtiva do etanol;

É importante observar o objetivo 4 acima. O Brasil não está apenas sendo bonzinho com os países pobres, ao renunciar a royalties de tecnologia, e ainda ajudar outros países a serem "concorrentes" na venda de etanol. Está sendo humanitário também, mas não apenas. Os alvos do Brasil são:

- o objetivo brasileiro não é vender apenas a "commodity" etanol. É sobretudo liderar a indústria de equipamentos para produção de biocombustíveis e exportar estes equipamentos e serviços tecnológicos. Da mesma forma que o pré-sal não quer apenas vender petróleo, mas desenvolver a produção de equipamentos da indústria petrolífera no Brasil.

- Não adianta querer cobrar royalties de países pobres que não tem dinheiro para pagar. É mais inteligente ajudar esses países a enriquecerem, vendendo para países ricos e ganhando dinheiro destes países, para depois terem dinheiro para pagar por tecnologia brasileira.

- Se a produção de etanol não for diversificada entre vários países do mundo, ele não se viabiliza como commodity internacional. O quase monopólio de um país como o Brasil produzindo etanol, daria poderes demais ao Brasil de definir preços e restringir a oferta, causando insegurança aos países compradores. Isso incentivaria o protecionismo, como acontece nos EUA com o subsídio ao etanol ineficiente do milho, por razões de segurança energética.

Dilma e Lula em vez de dar um cheque aos países ricos, caminham para dar outro tipo de XEQUE, um xeque-mate.

Fonte: Amigos do Presidente Lula

Conferência Nacional de Comunicação




 

Crueldade judicial contra um pai e seu filho

Acompanho esse caso pela internet.. e sinto, como pai que sou, que o drama vivido pelo pai de Sean dure tanto.


Ele é o PAI da criança e um cara decente e correto.


É um absurdo o que estão a fazer com pai e filho.


Peço a Deus que resolva isso, porque pela vontade dos "homens", tá difícil.






dezembro 17th, 2009 às 22:14
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Normalmente, não costumo tratar destas questões aqui no blog. Mas não é possível deixar de ver que está sendo feita uma monstruosidade com este menino Sean Goldman, e com seu pai, o norteamericano David Goldman. Depois de  cinco anos de luta judicial, decidem entregar-lhe o filho, do qual está afastado sem que haja, ao menos que seja de conhecimento público, uma razão concreta para que isso aconteça. Ele vem ao Brasil buscá-lo – e não é a primeira vez – e o Judiciário, tão lento em tanta coisa, supende a decisão em 24 horas.


Este menino está sendo criado em um ambiente que não disfarça a hostilidade ao pai. A mãe morreu e a família de seu segundo marido, muito influente nos meios jurídicos, vem conseguindo há anos impedir que o pai retome a sua natural guarda do menino. Ela só poderia ser retirada se houvesse contra ele qualquer situação de crime, maus-tratos, incapacidade. Mas não há.


Agora, este homem, às vésperas do Natal, vai ficar aqui, tão perto de seu filho, novamente impedido de vê-lo. “Foi uma covardia”, disse David. Sim, foi uma covardia.


Isso nada tem a ver com patriotismo. Isso é discriminação. Fosse David brasileiro, seria diferente, ou é por sua nacionalidade?  Não é, diz a Justiça. Se há uma razão concreta para isso, qual é?  Por que este homem há quatro anos é impedido sequer de ver seu filho, que foi levado de sua presença com apenas quatro anos de idade? Ou será que é pela influência da família do seu padrasto no meio judicial?


O que esta criança está passando? Que tipo de reflexos isso está tendo sobre ela, agora que tem nove anos? Avaliem que tipo de relação emocional ela pode ter com o pai, hoje?


Este episódio está expondo a Justiça brasileira. A imprensa brasileira só trata David como “pai biológico” . Que crueldade! Ao que se saiba, David nunca abandonou o filho.


Há uma carta de David na internet, onde toda a história é contada por ele. Vale a pena ler.


Que ao menos o espírito de Natal permita à Justiça brasileira apiedar-se da monstruosa situação que foi criada. Que se decida rápido e, enquanto isso, que se permita o acesso do pai ao filho e lhes forneçam apoio psicológico nesse reencontro. Que se lembrem que uma reação negativa de um menino que foi apartado do pai aos quatro anos e que hoje tem nove, criado pelos protagonistas desta luta judicial pode influenciar muito a reação da criança. O argumento da família do padrasto e dos avós maternos é que a criança não deseja estar com o pai. Poderia, depois de anos a pintarem-no como o demônio?


Em meio a tantos pais cruéias, que não hesitam em abandonar uma criança, será que a luta deste rapaz por seu filho, arruinando sua própria vida, não comove nosso juízes?

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Telefonica tenta calar blogueiro

 telefonica


A Telefonica de Espana tenta assustar blogueiro com ameaça de processo. Só que agora pode ocorrer o contrário: o blogueiro Virgilio Freire processar a Telefonica por calúnia.

Segundo a notificação, estaria a empresa telefônica a dizer que o blogueiro teria praticado a conduta descrita no art. 177 do CP... só que penso se tratar de crime próprio, aquele praticado por determinada categoria de pessoas... amanhã vou pesquisar num Código Penal comentado.

Vejam o post sobre o assunto:



 


 No dia 11 de Dezembro de 2009 fui procurado por um Oficial de Justiça, que me entregou uma Notificação Extra-Judicial da Telefonica. (Veja o documento abaixo). É um documento igual ao que foi entregue à Associação dos Engenheiros de Telecomunicações.

Assinado por TODOS os Diretores da Telefonica no Brasil - pelo jeito, receberam ordens de Madri para usar artilharia pesada.

Com o mesmo objetivo de amedrontar e silenciar nosso blog, de impedir a liberdade de expressão.

Uma tentativa fascistóide e autoritária de intimidação para impedir que eu continue a expressar minhas opiniões, minhas análises, e minhas conclusões, todas baseadas em documentos de conhecimento público.

Se a Telefonica e seus vassalos brasileiros se dessem ao trabalho de estudar minha vida, minha carreira, minhas atitudes e minha integridade, veriam o quanto é inútil uma tentativa deste tipo. Outros mais poderosos já tentaram, sem sucesso.

Segundo a Telefonica, ao me referir aos valores declarados como investimentos da empresa para o ano de 2008, não posso dizer que "estes valores são absurdos e improváveis". Porqê não? A Constituição Federal me dá este direito e, mais, estamos falando de uma concessão pública e, portanto, os investimentos realizados são matéria de largo interesse público e, ainda, objeto de fiscalização pelo órgão regulador, que infelizmente não fiscaliza.

Também não posso dizer que "Em suma, o balanço contém números fantásticos, fabulosos - de fábula, lembre"

Segundo a empresa espanhola, ao exprimir no blog minhas opiniões, conclusões, análises, cometi "crime tipificado no artigo 177, Inciso 1o, VI, do Código Penal.

A Telefonica afirma em seu Documento-Ameaça que fiz "acusações de fraude" - na verdade quem ler meus artigos sobre a Telefonica irá observar que NUNCA afirmo que houve fraude.

Uso a expressão "Indícios de Fraude" - qualquer cidadão tem direito de denunciar às autoridades indícios de fraude, que serão apurados pelos orgãos competentes, especialmente quando se trata de tema regulado pelo regime de concessão./div>

Sempre mostro as inconsistências dos números no balanço de 2008, explico o que significa cada um dos itens, e deixo ao leitor a liberdade de chegar a sua própria conclusão. Se existem "Indícios de Fraude" ou não.

Ou seja, quem afirma que houve fraude é a Telefonica, e não o blog.

O tom e o teor do documento da empresa são de uma truculência ímpar, inusitadas na cultura dos brasileiros - no entanto devem ser comuns na cultura espanhola.

A direção da Telefonica em Madri deve achar que está tratando com um povo sul-americano que pode ser tratado como os Aztecas, os Maias, os Incas, e todos os outros povos civilizados que os "Conquistadores" encontraram na America do Sul.

E que dizimaram aos milhares, levando seu ouro para a Espanha - tal como levam seus lucros questionáveis atualmente para Madri.

O documento da Telefonica me dá 48 horas (!!!!!!!!!!!!) para prestar esclarecimentos sobre oito itens, tais como:

- Se confirmo ter postado o texto sobre o sumiço dos dois bilhões de dólares da empresa.

- Qual meu interesse em postar o artigo acima.

Meu interesse é defender o cliente da Telefonica, é defender o cidadão brasileiro, é melhorar os serviços de telecomunicações no Estado de São Paulo, é fazer com que a Telefonica mostre de forma transparente e honesta os detalhes de seu balanço para o ano de 2008, indicando, para os investimentos, as seguintes informações:

- Quais os contratos assinados para os investimentos de 2008


- Com que empresas foram os referidos contratos assinados


- Cópia dos referidos contratos


- Condições de pagamento dos contratos


- Objeto dos referidos contratos (tipos e modelos dos equipamentos)


- Local onde os referidos equipamentos estão instalados, e permissão para que o público e a imprensa possam confirmar sua instalação.



Vale dizer que a Telefonica é uma empresa que atua no Brasil sob o sistema de CONCESSÃO, o que obriga a uma abertura total de suas contas, contratos, balanços, lucros, perdas, etc.


Ao contrário de uma fabricante de cerveja, como a AMBEV, a Telefonica funciona por delegação e concessão do poder público, do Estado Brasileiro, e portanto deve explicações ao público do nosso país.

O documento da Telefonica prossegue com questionamentos do tipo "se fui informado pela Associação dos Engenheiros de Telecomunicações de que havia contatado TODOS os fabricantes de equipamentos, e que NENHUM deles assinou qualquer contrato com a empresa no ano de 2008". A resposta está nos meus artigos no blog.

Os espanhóis exigem que eu indique DE QUEM recebi a informação acima.

Realmente o documento preparado pelos espanhóis deve ter se baseado em algum processo da Inquisição Espanhola, que tinha o poder de questionar qualquer pessoa, submeter à tortura, mutilar, e condenar à pena de morte.

Ou algum processo semelhante conduzido por ordens do Ditador Francisco Franco, que governou a Espanha por 34 anos, usando a polícia e a delação como instrumentos de controle da população. Na época da Inquisição e posteriormente no governo de Franco, os cidadãos eram incentivados, e até pagos, para informarem sobre "atividades subversivas" de seus vizinhos, amigos e até parentes.

O final do documento da Telefonica simplesmente exige que eu retire imediatamente o texto postado no blog, e que deva me "abster de fazer quaisquer acusações", sob pena de serem adotadas as mais veementes medidas jurídicas reparadoras".

Realmente, a Telefonica está com medo.

Um terrível medo de que a verdade venha à tona.

E neste pânico, tal como o homem fechado em um quarto escuro, golpeia à direita e à esquerda, sem saber onde está, sem saber o que faz, na ilusão de que qualquer ação é preferível à inação, pois assim os patrões em Madri irão achar que "providências estão sendo tomadas".

Na verdade, as "providências" que a empresa está tomando aqui no Brasil apenas reduzem o tempo em que serão mandados de volta para seu país. Para alívio da sociedade brasileira.

E neste desespero e nesse medo de que segredos sejam revelados, tenta atingir um dos direitos básicos dos brasileiros - a liberdade de expressão.

E tenta restringir também o direito dos leitores e dos internautas de serem informados de forma livre, democrática e através de múltiplos meios, fontes e canais de informação.


Esta é uma liberdade básica de que gozam TODOS os usuários da Internet.

Talvez na Espanha seja possível intimidar jornais, revistas, blogs, etc. No Brasil, Srs. da Telefonica, lutamos muito para reaver nossas liberdades, e a elas damos um enorme valor.


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009